Agilidade para barrar direitos
No curto prazo em que vigorou a lei do estacionamento gratuito nos shoppings paulistas o consumidor teve dificuldade em ter o seu direito atendido. O judiciário foi rápido em acatar o pedido da entidade do setor para derrubar a lei. Quem dera houvesse tal agilidade sempre que recorremos como simples mortais.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h18
Ainda mais lotado
Se em período de final de ano já era quase impossível achar vaga em shopping center em são Paulo, agora a situação vai piorar. Foi sancionada lei estadual que isenta das taxas de estacionamento os clientes que comprovarem despesa correspondente a pelo menos dez vezes o valor cobrado pelo local. É preciso apresentar notas fiscais que comprovem a despesa efetuada no estabelecimento.Lógico que seria melhor se a isenção valesse com a liberação pelo próprio local onde se fez a compra.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h25
Essa moda podia pegar
Bem que esse exemplo poderia ser seguido no Brasil. O time inglês Wigan decidiu reembolsar o valor dos ingressos para os torcedores após goleada contra o Tottenham por 9 a 0, no último domingo, válido pela 12ª rodada do Campeonato Inglês. Os torcedores merecem respeito, mas isso não se vê muito no Brasil onde até companheiros do mesmo time acabam se estapeando em campo. E o estatuto do torcedor acaba sendo mero detalhe.
Escrito por Maria Inês Dolci às 18h17
Atraso aéreo
Não foi fácil o dia de quem enfrentou aeroportos hoje. Volta à memória o período do apagão aéreo, com os transtornos decorrentes dos atrasos e cancelamentos de voos. O passageiro deve receber rapidamente informações sobre o atraso de um voo, para que possa decidir se ainda vale a pena seguir viagem. Até porque em viagens de negócios, o atraso significa perda de compromissos. A TAM alegou problema no seu sistema eletrônico de check-in como causa dos atrasos no Rio de Janeiro e em São Paulo.Uma hora de atraso faz diferença porque o passageiro tem que computar o trânsito na cidade para o deslocamento até o local do destino, o tempo para sair do aeroporto e avaliar se não vale a pena desistir da viagem.Mesmo que o atraso seja inferior a quatro horas, - quando o passageiro passa a ter direitos maiores de ressarcimento -, é possível trocar a passagem em atrasos como os registrados pela TAM nesta quinta-feira. O consumidor pode negociar a transferência do bilhete para outro dia sem pagar multa ou até deixar a passagem em aberto. A partir de quatro horas de atraso, a companhia tem de pagar alimentação e hospedagem. Também tem de fazer upgrade na passagem o que pode ser negociado pelo consumidor.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h56
Recall recorde
O número de recalls de carros e motocicletas é recorde no País, com 40 campanhas promovidas este ano. O que acontece? É o controle de qualidade que está falho? E veja que em muitas situações o fornecedor reluta em classificar como recall ao chamar o consumidor de volta para reparo ou troca de produto com defeito. Basta ver o caso da Volkswagen que está trocando o lubrificante de 400 mil motores 1.0 VHT, instalados a partir de abril de 2008, dos modelos Gol, Voyage e Fox, mas não chama a ação de recall, pois garante que não envolve risco à saúde e segurança do consumidor. Alega que os ruídos ocasionados pelo problema não oferecem risco à segurança dos usuários. A montadora chama de Campanha de Oficina Ativa.
Conforme a VW, o período indicado para a primeira troca do óleo passa a ser de seis meses ou 10 mil quilômetros rodados, ou o que ocorrer primeiro. O prazo de garantia, conforme anunciado pela empresa, foi estendido de 3 para 4 anos. Para obter mais informações sobre a ação, a VW disponibilizou um call center para o esclarecimento de dúvidas pelo telefone 0800 019 5775.A montadora alega que o lubrificante utilizado no motor teve suas especificações modificadas pelo fornecedor a pedido da própria VW, em abril de 2008. Foi detectado que as propriedades do composto ficam alteradas após contato com o álcool, o que pode provocar atrito entre as peças móveis do bloco.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h42
Bolsa do absurdo
É realmente incrível o que se faz em período eleitoral. Agora o governo quer institucionalizar o chamado celular “pai de santo”, aquele que só recebe, e com nosso dinheiro. É que deseja conceder às famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família o Bolsa Celular com aparelhos gratuitos e R$ 7 mensais de crédito. Isto é um absurdo. As empresas fariam isso e, em troca, não seriam taxadas pelo Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), imposto devido sempre que uma empresa incorpora um celular à sua rede. O governo abriria mão de uma receita que, em dois anos, pode somar R$ 2 bilhões. Nessa toda alguém aposta qual será a próxima bolsa a ser criada?
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h49
Recall já
É urgente que a distribuidora no Brasil dos carrinhos para bebê da marca inglesa Mclaren faça um recall, antes que ocorra aqui os acidentes que deceparam dedos de crianças nos Estados Unidos. O Código de Defesa do Consumidor determina que se o fornecedor, depois que colocou o produto no mercado, descobrir que ele faz mal à saúde,deve alertar os consumidores sobre o perigo. Esse comunicado deve ser feito por meio de jornais, rádio e televisão. Além disso, o fornecedor também tem a obrigação de retirar o produto do mercado para reparar o defeito, trocar os que já foram vendidos ou devolver o valor pago pelo consumidor. A empresa anunciou nesta terça-feira o recall de cerca de um milhão de carrinhos de bebê nos Estados Unidos, depois que 12 crianças tiveram o dedo decepado ao manusear o produto. A medida inclui modelos fabricados entre 1999 e 2009. No Brasil, a Brasbaby Importação, responsável há oito anos pela distribuição do produto, vende quatro dos nove modelos incluídos no recall: Volo, Quest Sport, Thechno XT e Twin Techno.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h16
Consumidor não é bobo
É conversa para boi dormir o argumento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de que foi seguido o contrato atual com as concessionárias de energia, mesmo que isso tenha implicado em prejuízo de 1 bilhão por ano na conta de luz dos consumidores brasileiros. Todo o circo está armado para reparar futuramente a forma de calcular, que gerou a falha em prol ($$$) das empresas, em novos contratos e para esquecer o passado. Isto é fazer o consumidor de bobo, o que não somos! Haverá audiência pública de 6 a 27 de novembro para discutir mudanças no contrato de concessão das distribuidoras de energia elétrica para corrigir a distorção que vem causando as perdas para os consumidores nos processos de reajuste anual de tarifas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h36
Despejo rápido
Com o despejo sumário previsto em projeto que altera a Lei do Inquilinato, aprovado semana passada pelo Senado, é preciso atenção do inquilino, pois com o atraso de um único mês de aluguel, pode ter que sair do imóvel. Quem passar por um momento de aperto financeiro deve procurar o dono do imóvel para negociar um prazo para pagar. Agora é esperar para ver se o presidente da República vai sancionar sem vetos. Pelas novas regras haverá maior agilidade nos processos judiciais em relação aos maus pagadores.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h50
