Será que vão pagar as multas?
Vamos ver se as empresas multadas em R$ 10 milhões pelo Procon-SP por descumprimento das novas regras do call center vão pagar ou usar como artifício os sucessivos recursos judiciais para adiar o pagamento. Só mesmo se pesar no bolso creio que a lei passará a ser respeitada. Por ora continuamos nos desgastando ao fazer os contatos que deveriam resolver nossos problemas, mas apenas criam novos. O consumidor merece mais respeito principalmente por parte das empresas de telecomunicações.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h30
Apertar o cinto
Por mais que se diga que a crise financeira internacional não afetou tanto os brasileiros não é o que se constata na taxa geral de inadimplência. Os consumidores estão cada vez com orçamento mais apertado. O Banco Central anunciou que é o nono mês consecutivo de aumento na taxa geral de inadimplência, que registra operações com atrasos superiores a 90 dias. A taxa começou a subir em outubro de 2008 em diante, quando começou a haver uma retração do crédito por conta dos efeitos do agravamento da crise financeira internacional. A taxa de inadimplência das operações dos bancos somente com pessoas físicas permaneceu estável em 8,6% em junho, ou seja, o mesmo valor registrado em maio deste ano. É o maior valor, pelo menos, desde o início da série disponibilizada na internet pelo BC, que começa em junho de 2000. Não tem jeito a não ser apertar o cinto.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h07
Conta salgada
O elevado custo para se manter uma conta bancária explica o resultado da pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, que aponta terem conta em banco ou poupança apenas 24% dos brasileiros que recebem até um salário mínimo. Na classe AB está o maior número de correntistas, 78%. Essa parcela, devido as aplicações, costuma ser isenta do pagamento de tarifa. Já na classe C, 51% possui conta corrente ou poupança, e na DE, 30%. Basta ver os preços dos pacotes de tarifas para concluir que quem tem renda menor prefere cada vez mais pagar as contas nas casas lotéricas, que estão a cada dia mais cheias. Com o dinheiro que iria para as tarifas há quem acabe fazendo uma “fezinha” na loteria, tentando a sorte.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h44
De olho nos cartéis
A Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, tem pegado firme na questão de cartel. Nos últimos dias anunciou investigação contra a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), por direcionar os reajustes dos chocolates às vésperas da Páscoa. Mas não é só o mercado de chocolates que está na mira do Ministério da Justiça. Hoje o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aplicou multa milionária e rejeitou a assinatura de um TCC (Termo de Compromisso de Cessação de Prática) com a AmBev em processo contra a empresa por infração à ordem econômica na fidelização de pontos de venda. A AmBev, que produz as cervejas Skol, Brahma e Antarctica promete recorrer. São importantes estas ações porque o consumidor sempre sai perdendo quando setores industriais adotam essas estratégias comerciais de preços alinhados e diminuem a concorrência no país.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h04
Condomínio em dia
A primeira vista a sensação é de que a crise econômica mundial não refletiu tanto no País como se imaginava. A inadimplência em condomínios em São Paulo teve queda de 14,29% com relação ao mesmo período do ano passado. Mas na realidade esta queda reflete eficácia da Lei Estadual nº 13.160/08, que permite protesto de boletos de condomínios e aluguéis. Temendo o protesto, os condôminos fazem acordo ou dão um jeito de pagar por mais complicado que esteja o orçamento familiar. É o que mostra levantamento da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo. Em maio, o índice de mora no pagamento de cotas condominiais (atraso até o 30º dia) foi de 7,02%. O valor relativo à inadimplência do mês, com base em fevereiro de 2009 (não pagamento do 31º ao 90º dia após o vencimento) atingiu 3,51%, o que também representa queda em relação ao mesmo período do ano anterior, de 23,53%.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h35
Juros do cartão na estratosfera
Os juros cobrados pelos cartões de crédito continuam na estratosfera. Ele foram os únicos que não seguiram a queda da taxa básica de juros (Selic) entre as várias linhas de crédito para pessoa física. É mais um bom motivo para não entrar no rotativo, afinal, as taxas médias da modalidade subiram de 10,56% ao mês para 10,68%, segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac). É o maior índice desde junho de 2000 e a Anefac atribui os juros elevados a falta de competição no setor. Para pagar a fatura do cartão em dia, é preferível buscar outra linha de crédito, com juros mais baratos, se o orçamento está apertado.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h22
Plano coletivo na berlinda
Para barrar os falsos planos coletivos de saúde a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai baixar regras para o setor até sexta-feira. É importante reprimir os falsos mas é preciso amparar quem já tem contrato, não trabalha, e não tem vínculo associativo. O reajuste da mensalidade do plano coletivo não está sujeito ao controle da ANS, e as mensalidades se tornam impagáveis com o passar do tempo, principalmente se há uso intensivo dos serviços. Será uma pena se as medidas não contemplarem a possibilidade da troca de plano de saúde sem cumprir novas carências também para os planos coletivos, a exemplo do que vigora para planos individuais desde de abril último.E hoje o consumidor se depara também com o abuso da rescisão unilateral do contrato em caso de sinistralidade elevada.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h57
Aluguel pode?
O que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determina não vale. Veja o caso da cobrança ou não do ponto extra de TV por assinatura. No ano passado, já estava decidido que as operadoras teriam de instalar o ponto extra de graça, mas até hoje nada mudou. As empresas conseguiram reverter na justiça o que já estava certo. E a Anatel, por sua vez, passou a fixar prazos e mais prazos para definição da ‘novela do ponto-extra’. A trama vai se desenrolando ao longo de muitos meses, e quando tudo parece decidido, algum obstáculo tranca essa definição. Agora novamente menos de dois meses depois de o presidente da Anatel Ronaldo Sardenberg dizer que a Agência reprimiria qualquer cobrança abusiva do ponto extra por parte das empresas, eis que a Net informa ter voltado a comercializar o ponto extra para a TV por assinatura, por R$ 19,90. Em abril, a Agência proibiu a cobrança pelo ponto adicional. E agora informa que a cobrança de aluguel do conversor não fere o regulamento. Seria piada de mau gosto não fosse trágico.
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h21
Quem paga a conta?
Adivinha para quem vai ficar a conta da troca dos medidores se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reestruturar mesmo o sistema de tarifas de energia elétrica do País? Uma das ideias é estimular, pelo bolso, a mudança de hábitos do consumidor visando ao uso mais eficiente da energia. As distribuidoras passariam a cobrar dos clientes residenciais tarifas diferenciadas, de acordo com o horário, como ocorre com a telefonia. Pagaria menos o consumidor que ligasse o chuveiro fora do horário de pico: entre o fim da tarde e o começo da noite. Essa cobrança diferenciada hoje não é possível pelo modo como funciona o setor, em que as tarifas da baixa tensão (residências e pequenos comércios) são unificadas dentro de área de cada empresa.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h32
Preço diferente é abusivo
O governo analisa a possibilidade de permitir que o comércio ofereça preços diferentes para uma mesma mercadoria, de acordo com o meio de pagamento. Isto é um absurdo, que aliás, já vem sendo praticado pelo comércio. Tem loja que chega a orientar o cliente a ir a um caixa eletrônico sacar para pagar em dinheiro, pois o desconto é de 10%. E há redes de lojas de departamentos que dão descontos para pagamento com cartão próprio da loja. O consumidor precisa denunciar esses abusos. Até o dia 30 de setembro p Banco Central em conjunto com as secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae), ligada ao Ministério da Fazenda, e de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça devem apresentar as mudanças para operação de cartões de crédito e débito.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h47
