Lazer sofrido
Pagar caro por um cruzeiro e enfrentar falta de comida adequada, de ar condicionado e banheiros sem condições de uso, como ocorreu com os 1479 passageiros (dos quais 338 brasileiros) do navio Costa Romantica, pode ser motivo para pedir indenização por danos morais e materiais. Por isso, o caminho da justiça é o recomendável para quem preferir não aceitar a oferta de reembolso equivalente a dois dias de cruzeiro, além de um crédito de 20% sobre o preço pago em outro cruzeiro oferecido pela companhia. Mas é importante se documentar para ter provas sobre os prejuízos sofridos. A embarcação ficou 18 horas sem energia, ancorada a 13 km da costa uruguaia para desespero dos passageiros que reclamaram de demora nas informações sobre a pane nos geradores após pequeno incêndio.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h33
Homem deve mais
A fama de que as mulheres são mais gastadoras não se confirmou em pesquisa que aponta os homens como maioria na lista dos devedores no Distrito Federal (53% dos nomes contidos no Serviço de Proteção ao Crédito). Tachadas muitas vezes de compulsivas quando se trata de ir às compras, as mulheres provam que não é bem assim. Mas a Câmara dos Dirigentes Lojistas defende o sexo masculino argumentando que os homens são maioria no mercado de trabalho, por isso assumem mais compromissos, o que reflete em mais dívidas. Pela pesquisa os principais motivos do endividamento são: telefonia e serviços de TV à cabo. Em seguida estão as compras a prazo, com cartões de crédito e também cheques.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h46
Golpe do abadá
Não tem jeito. Todo ano tem incauto que cai em golpe de venda de abadá para o carnaval baiano. Desta vez a polícia baiana está investigando três sites que anunciavam as fantasias por preços bem abaixo da média do mercado e que já saíram do ar, depois de lesar turistas de várias partes do País. Para o folião evitar problemas, se decidir comprar abadá pela internet, é importante optar por empresas já conhecidas no mercado e que, além dos detalhes do negócio (descrição do traje, preço total, meio de pagamento, prazo, forma de entrega e se haverá cobrança de frete), informe também seus meios de contato, como telefone e endereço. Evite pagar em depósitos a pessoa física. Como em qualquer compra virtual, imprima a página da oferta e os demais passos indicados e realizados para a compra. Consumidor bem documentado tem mais chances de se defender. O ideal é antes de comprar, pesquisar os preços, obter referência com amigos e consultar os órgãos de defesa do consumidor para saber há registro de reclamação contra a empresa que está realizando o evento. Se não houver variação entre o preço à vista e a prazo, é melhor pagar o serviço parcelado para facilitar o cancelamento do pagamento em caso de problemas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h02
Bom para os consumidores do Rio
É dura a vida de quem lida com defesa do consumidor. Normalmente, só temos razão para reclamar, e somos acusados de ser pessimistas, negativistas e até de coisas piores. Por isso, fiquei tão satisfeita ao saber que o Ministério Público e a Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro firmaram uma parceria que será extremamente benéfica para o consumidor. Novas etiquetas nas prateleiras trarão os preços dos produtos por quilo, unidade ou metro. Assim, mesmo que haja pacotes de biscoitos de 180g e 200g, por exemplo, bastará verificar qual o preço de um quilo.
Faz muito tempo que defendemos medidas deste tipo. É um absurdo obrigar os consumidores a calcular os preços de dezenas de itens, para saber quais os mais baratos.
Os supermercadistas terão 120 dias para se adequar ao acordo.
Só lamento que, por enquanto, o benefício seja apenas para os consumidores cariocas. Tomara que o exemplo seja seguido, rapidamente, nos supermercados de todo o Brasil.
Escrito por Maria Inês Dolci às 22h07
Troca de plano de saúde
Trocar de plano de saúde não é simples porque o usuário está acostumado com a rede credenciada e corre o risco de não ter o atendimento dos profissionais de confiança que já conhece. Mas com a opção de trocar de empresa, a partir de abril, sem perder a carência, é bom conferir se a sua operadora não faz parte das 482 reprovadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Elas não foram qualificadas em 2007 pela insuficiência de informações solicitadas quanto a atendimento aos beneficiários e a situação econômica-financeira.São empresas que tomaram um zero de cara e atendem a 2,45% do total de beneficiários de todo o país. Ou seja, 1,1 milhão de clientes estão em operadoras consideradas ruins. Quase 80% dos usuários estão em operadoras nas faixas média ou superiores do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Nos planos odontológicos, o número chega a 82,7%. Para saber a nota de sua operadora, acesse o site da ANS (www.ans.gov.br) e digite o número de registro, a razão social ou o CNPJ da empresa. Em seguida, selecione a opção "Consulta de resultados 3 fase Qualificação Saúde Suplementar". São 1.327 operadoras avaliadas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h42
Sem vantagem
A empresa não faz mais do que a obrigação quando resolve as pendências com os consumidores. Por isso, não vejo muita vantagem na iniciativa da Anatel que lançará ranking das prestadoras de serviço de telecomunicações que melhor reagem às reclamações feitas pelos usuários. Haverá um índice positivo para aquelas que resolvem as reclamações de maneira mais rápida e mais eficiente. A Agência faria melhor atuando com maior eficiencia punindo com rigor as empresas que se mantêm na liderança das reclamações das entidades de defesa do consumidor há dez anos.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h10
Sem refresco
Para o consumidor não vai refrescar muito a iniciativa do Banco Central em tornar mais visível a divulgação em seu site do ranking de taxas de juros cobradas pelos bancos. Primeiro porque são informadas as taxas médias que incluem empréstimos consignados, que têm grande volume nas operações dos bancos, e principalmente, são créditos concedidos a taxas bem menores que o empréstimo pessoal propriamente dito. Além disso, como consta nas notas explicativas da metodologia de apuração dessas taxas, há vários segmentos de clientes, com taxas diferenciadas. Obviamente a taxa para clientes de alta renda é bem menor do que o cliente comum tem acesso. Essas informações não refletem a realidade do consumidor brasileiro. Em geral, as instituições praticam taxas diferentes dentro de uma mesma modalidade de crédito. Assim, a taxa cobrada de um cliente pode diferir da taxa média. A divulgação da pesquisa na página do BC na internet causou confusão nos bancos. Ontem, a filial brasileira do francês Société Générale divulgou um comunicado para informar que, apesar de ser citado como aquele que cobra os juros mais baixos no crédito pessoal, esse tipo de empréstimo está disponível só para os funcionários da empresa, focada em pessoas jurídicas. Se quiser acessar : http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h20
O alvo agora é o atendimento virtual
O atendimento do consumidor pela internet deixa muito a desejar. Os contatos demoram a ser respondidos pelas empresas, e quando são. Além disso, faltam informações nos sites. Hoje pouco menos da metade dos consumidores utilizam a internet para relacionamento com as empresas. Para vender as empresas sabem ser ágeis e eficientes ao atender, mas na hora de resolver problemas do cliente a história é outra. Por isso, após regulamentar os serviços de atendimento ao cliente por telefone, o governo agora quer criar regras para o serviço virtual ainda este ano. Só regulamentar não adianta, basta ver a questão dos callcenters, cujo atendimento ainda deixa a desejar quanto a efetiva solução no prazo dos cinco dias.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h17
