Vida do brasileiro em jogo
Acho um absurdo o governo ter se rendido ao lobby das montadoras e prorrogar o prazo da obrigatoriedade de instalação de diversos itens de segurança em todos os carros novos. A vida do brasileiro não pode valer menos do que a dos países de origem dessas empresas, que lá fora colocam no mercado veículos mais seguros. Muitas vidas poderiam ser preservadas. Se a questão é elevação dos custos de produção bastaria o governo reduzir os impostos cobrados dos automóveis para incentivar a instalação desses equipamentos de segurança, como freio ABS, air bag, rastreador e terceira luz de freio (brake light). Haverá escalonamento para instalação obrigatória. A partir de janeiro de 2011, 20% dos veículos sairão de fábrica com ABS, porcentual que sobe para 40% em 2013 e 100% em 2014. Para o air bag, a exigência começa em 15% dos carros em janeiro de 2012, vai para 30% em 2013 e para 100% no ano seguinte.O escalonamento foi um pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em agosto de 2009 a exigência de air bag vale para 20% da produção total de automóveis e comerciais leves, porcentual que sobe para 40% em fevereiro de 2010 e 100% em agosto do mesmo ano.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h52
Bagunça com asas
Os atrasos de até 26% dos vôos da Gol (e acima de 20% da Webjet e da Varig) nos trazem reminiscências do caos aéreo que supliciou milhares de brasileiros, em um passado recente. Novamente, chovem explicações: condições climáticas, número reduzido de trabalhadores da Gol etc. E manifestações de empregados de empresas aéreas. Na verdade, o que fica claro é a incapacidade de as autoridades da aviação civil garantirem respeito aos passageiros, especialmente quando se aproximam períodos de tráfego intenso, como Natal e Ano-Novo. Sobram siglas para dividir o comando da aviação de passageiros, mas os resultados continuam escassos.
Isso é lamentável!
Escrito por Maria Inês Dolci às 13h01
Ah , Anatel!
Pois é, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comprovou que é aquilo que percebemos e imaginamos: uma agência a serviço dos interesses das teles e do goveno federal. Consumidor? Nem pensar. Concorrência? Ninguém se preocupa com isso nesta agência. Aprovaram a compra da Brasil Telecom pela Oi. E em tempo recorde, para evitar que a Oi pagasse multa pela aquisição. Maravilha, não? O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ainda tem que aprovar. Mas, vamos falar seriamente, alguém acredita que impeça o negócio? Duvido. A defesa do consumidor e da concorrência caminha para trás, no Brasil, nos últimos anos.
Escrito por Maria Inês Dolci às 22h16
Decisão acertada
Ganha o consumidor com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que supendeu a reunião da Anatel para concretização da compra da Brasil Telecom pela Oi. O TCU reclama a falta de estudos e dados precisos sobre os impactos para o consumidor e concorrência; deficiência no controle de bens reversíveis; falta de dados sobre os ganhos de eficiência das concessionárias e os impactos nas tarifas; a falta de um modelo de custos; ausência do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC); falta de transparência no processo; insuficiência das atividades preparatórias para a instrução do processo e a possibilidade de grave lesão ao interesse público.
Escrito por Maria Inês Dolci às 18h12
Suspensão bem-vinda
Salutar a iniciativa do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que no último dia 10 decidiu suspender parte da compra da Brasil Telecom pela Oi para avaliar melhor as possíveis conseqüências dessa fusão à concorrência e prejuízos aos consumidores. O negócio foi mal conduzido na Anatel e no Ministério das Comunicações, levando em conta os interesses empresariais e deixando em segundo plano a avaliação do que é melhor para o setor de telecomunicações e para o usuário. E a fusão ainda agravará a concentração de mercado nos serviços de Internet rápida. E como alertou a Folha de S. Paulo: nada impede que a tele nacional resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi seja vendida a estrangeiros após sua constituição. Nem o decreto presidencial que permitiu o negócio nem os acordos de acionistas proíbem que um grupo estrangeiro de fora da telefonia fixa do país adquira a nova tele, cuja formação foi chancelada pelo Planalto.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h07
Bloqueio de celular
Imagine a situação. Você tem um plano pós-pago de celular e num mês precisa ligar mais do que o usual e, de repente, as ligações são bloqueadas porque a operadora monitora e viu que ultrapassou o limite do pacote contratado. O correto não seria só enviar a fatura do mês com o acréscimo? Pois as empresas se aproveitaram do regulamento da Anatel que as obriga a manter sistema de identificação de fraude para barrar as ligações submetendo o usário a esse constrangimento. O Ministério Público de SP entrou com ação contra essa prática mas a juíza Regilena Emy Fukui Bolognesi, da 11ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou pedido de liminar.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h15
Poder do consumidor
Com a crise econômica aumenta o poder de barganha do consumidor na hora de ir às compras. Quem não se lembra do ano passado, nesta mesma época, em que para comprar um carro zero era preciso ficar em lista de espera ou até o cúmulo de se pagar ágio para obter o carro na cor e tempo desejados? Pois é, agora sobram carros nos pátios das montadoras. O consumidor tem que saber usar esse seu poder, preferindo s empresas que respeitam o cliente sempre. Você já notou o reflexo da crise na hora da compra de fim de ano?
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h48
Concorrência aérea
Nada como a concorrência. Neste período de alta temporada dificilmente se consegue preços promocionais em viagens aéreas. No entanto, com a entrada no mercado da Azul Linhas Aéreas, a Gol já está baixando as tarifas nas rotas em que a nova empresa também atuará. Sei que é difícil conseguir as passagens com preços mais baixos porque as empresas não divulgam o total disponível nas promoções. Mas de qualquer forma, há cerca de dez dias, a passagem mais barata da Gol entre Campinas e Salvador, para embarque no início de dezembro, custava R$ 535. Agora a empresa anuncia tarifa promocional de R$ 209 para esse trecho. No caso da ligação Campinas-Porto Alegre, o menor preço antes era R$ 329. Na promoção, o vôo é anunciado por R$ 129. Os valores promocionais valem para quem comprar passagens com intervalo de dez dias entre as datas de ida e de volta. Nesta época do ano as promoções não são comuns, justamente porque a demanda é alta e as empresas conseguem encher os vôos cobrando mais. A Azul estreará os vôos comerciais no dia 15 de dezembro pois já saiu a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para os vôos solicitados com partida de Campinas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h46
Tem que multar
Não foi novidade que empresas campeãs de queixas nas entidades de defesa do consumidor não tenham cumprido a regulamentação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor de setores regulados, no primeiro dia em que deveria vigorar. Ou os Procons começam a multar as empresas que estão desrespeitando a regulamentação dos call centers quanto ao tempo de espera e melhor qualidade de atendimento ou essa será mais legislação a não “pegar”. Enquanto as empresas que não têm uma cultura de valorização do cliente não sentirem no bolso o custo, não vão mudar sua postura. A multa pode chegar a até R$ 3 milhões. É assim que funciona! Por isso, é importante denunciarmos ao Procon todas as vezes que não tivermos o atendimento que merecemos!
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h21
Ponto falho
Parece que se depender da Anatel o consumidor pode esquecer a possibilidade de isenção de pagamento do ponto-extra da TV por assinatura. Pela terceira vez o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações decidiu adiar a decisão sobre a cobrança do ponto-extra. Em junho deste ano, a Agência já havia decidido pelo fim da cobrança, mas, como o regulamento não deixava claro se as operadoras poderiam ou não cobrar outras taxas, como a de manutenção do serviço, a Justiça Federal suspendeu a decisão até que a agência esclarecesse o que pode ou não ser cobrado do assinante. Desde agosto foram suspensos os artigos da Resolução dos direitos dos usuários que proibiam a cobrança do serviço por 60 dias. No início de outubro, a agência prorrogou por mais 30 dias a suspensão, liberando as operadoras de TV por assinatura a cobrarem pelo ponto extra. Fica claro que os adiamentos foram meras jogadas para fazer a vontade das empresas do setor.
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h29
