Banqueiros e Santa Catarina
Um amigo, que tem conta-corrente no Banco Itaú, fez um doc para a Fundação Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina. O que muitos brasileiros, solidários, têm feito, conforme as possibilidades, para ajudar nossos irmãos que sofreram e sofrem perdas irreparáveis. Pois bem, como o doc era para outro banco, no caso o Banco do Brasil, recebeu o aviso de que lhe seria descontada tarifa superior a R$ 7,00. Uma dica para os banqueiros: poderiam incluir, em seus bancos na Internet e nos terminais de auto-atendimento, um link direto para doações à Defesa Civil catarinense. Sem taxas, obviamente, pois não é ocasião para cobrar este tipo de operação.Escrito por Maria Inês Dolci às 21h29
Que fidelidade?
As empresas aéreas não podem oferecer o aproveitamento da milhagem e depois colocar obstáculos para o cliente não conseguir o que foi prometido pelo programa de fidelidade. É o que reclamam os clientes da Varig e Gol que estão tendo de se recadastrar no Smiles. Não existe passagem aérea grátis, quando adquirida pelos programas de milhas das companhias aéreas. O valor da passagem está diluído no preço cobrado, dos bilhetes adquiridos ao longo do tempo, ou nos serviços agregados junto aos parceiros das companhias aéreas. Não é justo o consumidor sofrer com a falta de informação sobre o recadastramento, com a demora da central de atendimento em solucionar as questões encaminhadas, a falta de telefone gratuito para contato e os problemas ao computar créditos de milhas, como está ocorrendo. Isso é fidelizar o cliente?Escrito por Maria Inês Dolci às 18h15
Meia-entrada pela internet
O lobby do setor de shows, entretenimento e cinemas que tenta restringir a meia-entrada tem mais um motivo para se descabelar. É o projeto de lei que obriga as empresas ligadas ao setor de artes e entretenimento a vender ingressos à meia-entrada também pela internet para estudantes e idosos. Já aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, segue para votação no Senado. Pela proposta para ter acesso ao benefício, o interessado deverá comprovar o direito à meia-entrada assim que chegar ao evento. Se isso não acontecer, ele perde o ingresso.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h42
Controle do consumo
Nem tudo está perdido. Pesquisa Consumidor do Século 21, do Ibope Mídia, que rastreia o comportamento do consumidor brasileiro em diferentes regiões do país constatou que 51% dos homens, e 54% das mulheres, mostram preocupação em não sair de casa com cartão e crédito e talões de cheques para controlar os gastos. É fundamental refrear o consumo principalmente quando olhamos para a fatura do cartão e vemos que o Custo Efetivo total do Rotativo atinge 447,5% ao ano.Um absurdo!
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h15
Danos morais por cartão não pedido
A 3ª Turma do STJ confirmou que cabe reparação financeira por danos morais quando uma instituição financeira, na ausência de contratação dos serviços, envia cartão de crédito e faturas de cobrança da respectiva anuidade ao consumidor. Não foi atendido o recurso do Citibank e mantida a decisão de segunda instância do TJRS que condenou a instituição ao pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil a título de danos morais, a ser corrigida pelo IGP-M desde a decisão, somando os juros legais moratórios de 1% ao mês, a partir da citação, ambos até a data do efetivo pagamento à consumidora gaúcha Adelina Farina Ruga. A instituição financeira apelou da sentença e a 12ª Câmara Cível do TJRS deu parcial provimento à apelação, somente para reduzir o valor da indenização, que passou para R$ 5 mil. Ao analisar a questão, o relator, ministro Sidnei Beneti destacou que o envio de cartão de crédito não solicitado é conduta considerada pelo Código de Defesa do Consumidor como prática abusiva. Para ele, esse fato e os incômodos decorrentes das providências notoriamente dificultosas para o cancelamento significam sofrimento moral. Se todos acionassem judicialmente talvez as instituições parassem com essa prática abusiva.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h53
Meia entrada em perigo
Não permitir o uso da carteira de estudante para pagar meia-entrada nos cinemas nos fins de semana e em feriados locais ou nacionais, como prevê o Projeto de Lei do Senado PLS 00188 de 11/4/2007 é um retrocesso. Para todos os outros eventos, como peças teatrais e shows, a meia-entrada não valeria de quinta-feira a sábado. Que estudante pode se dedicar ao lazer apenas de segunda a sexta-feira, que seria o período de validade do ingresso com a metade do preço? Ao propor regularizar a emissão da carteira, que passaria a ter um padrão único para todo o país, o projeto restringe bastante os direitos dos alunos. As entidades estudantis precisam se mobilizar. Ou alguém acredita na balela de que os preços dos ingressos cairão como alegam os defensores do projeto como a senadora Marisa Serrano do PSDB de Minas? A União Nacional dos Estudantes (UNE) é favorável ao documento único de identificação, mas é contra as restrições ao uso da carteirinha para a compra de ingressos pela metade do preço. A proposta também vale para o benefício concedido às pessoas com mais de 60 anos de idade. Não há nada que garanta que os preços caiam após a limitação do uso da carteirinha, como alegam os produtores culturais.
Escrito por Maria Inês Dolci às 20h24
Parece piada
Já virou motivo de chacota a decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de todo final de mês prorrogar a autorização para as empresas de TV por assinatura continuarem cobrando pelo ponto extra. Quem perde é o consumidor que ganhou, mas não levou a gratuidade. Foi publicada ontem no Diário Oficial da União a prorrogação por mais 30 dias, contados a partir de 31 de outubro de 2008, do prazo de suspensão da eficácia dos artigos 29, 30 e 32 do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura, aprovado pela Resolução nº 488. Se fosse cumprido o que foi acertado inicialmente era para as operadoras cobrarem apenas em casos específicos, como instalação e eventual taxa de manutenção, não podendo caracterizar a cobrança mensal do serviço. A gratuidade do ponto extra foi estabelecida em junho passado, mas as operadoras contestaram judicialmente e obtiveram liminar, que determinou a volta da cobrança mensal até que a Anatel defina o assunto.Escrito por Maria Inês Dolci às 11h38
Fusão: conta para o cliente?
Com as fusões cada vez restam menos bancos a ditar as regras em seus mercados. Já assistimos esse filme também em outros setores e estou prá ver resultado positivo para os consumidores. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai analisar a fusão do Itaú e Unibanco? Se for, esperemos que aja com isenção e pense não somente nos interesses econômicos das empresas, mas também nos correntistas. A conta não pode ficar sempre para o consumidor. E para o pessoal que é demitido após a fusão. A concentração bancária torna cada vez mais difícil a redução de taxa de juros de financiamento, e de preços de serviços e tarifas bancárias. Manter uma conta é cada vez mais oneroso e não tem saída diante de um sistema cada vez menos competitivo.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h26
