Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

IPhone 3G mais caro do mundo

O brasileiro que é louco por novas tecnologias e se dispõe a pagar alto preço por isso já está dando um jeito de comprar o iPhone 3G, nas 12 capitais onde está oficialmente a venda.Será que vale mesmo a pena adquirir agora ou esperar os preços baixarem? O Brasil é onde o equipamento sai mais caro no mundo até porque inicialmente a oferta é inferior à demanda. As empresas jogam a culpa do preço elevado na pesada carga tributária de importação dos produtos eletrônicos. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário avalia que 60% da diferença entre o valor cobrado no Brasil (R$ 1.389 na Vivo e R$ 1,6 mil na Claro) e nos Estados Unidos (US$ 199 ou R$ 363) seja por causa dos tributos, que incluem os custos com o desembaraço aduaneiro, IPI, ICMS, PIS e Confins, entre outros. Mas o restante é margem de lucro das empresas. Os iPhones para os brasileiros custam quase o dobro do que é pago no Uruguai, por exemplo. Aqui se paga três vezes mais do que desembolsam os chilenos. Na Holanda se paga pelo celular com 8GB um euro, no plano mensal que sai por R$ 107,80. O cliente da Vivo, no plano iPhone 90, tem de gastar R$ 1.389. Já o cliente Claro, no plano iPhone 300, de R$ 114,90, precisa desembolsar R$ 1,6 mil.Tristeza!

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h33

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Cuidado com o endividamento

Vem aí o Dia das Crianças em que há pais que costumam pôr a mão no bolso para  presentear os filhos nem que tenham de se endividar. É preciso muito cuidado, pois a situação econômica mundial sugere um cenário de aperto futuro. E não se pode esquecer do endividamento já contratado junto a bancos e financeiras nos últimos meses. Os indicadores de inadimplência (do atraso no pagamento de prestações do crediário, cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades) apontam ligeiro avanço, de acordo com dados do banco central.  Isso pode se acelerar caso as novas concessões de crédito reuem , numa conjuntura de desaquecimento da economia como um todo, antecipada para os próximos meses por analistas e consultores (o que pressupõe menor crescimento dos empregos e da renda das pessoas ocupadas).

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h44

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Mudanças no céu

Com a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitindo a fusão das bandeiras Gol e Varig em uma só companhia aérea o temor é o consumidor comprar passagem por uma e ser embarcada em outra companhia aérea. A Gol alega que continuará apostando no consumidor que nunca andou de avião, com  oferta de passagem à prazo para as classes C e D. E que a Varig quer se consolidar como uma marca Premium, com mais espaço entre as poltronas e mantendo uma malha de vôos concentrada em destinos de negócios. Já a Gol talvez abandone a barrinha de cereal, melhorando o serviço de bordo. É esperar para ver. Afinal, a concorrência vai se acirrar com a entrada da Azul no mercado, que também promete disputar os consumidores com preços mais atrativos.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h35

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Troca de plano de saúde

Temos a chance e devemos opinar sobre as regras para trocar de plano de saúde sem cumprir a carência atual, pois a Agência Nacional de Saúde está com consulta pública sobre o assunto até o dia 17 próximo. (www.ans.gov.br). Pena que pela proposta a troca será limitada a quem tem plano individual ou familiar, que é minoria hoje no mercado. Vamos ver se isso aumenta a concorrência no mercado, pois hoje por ter que pagar por determinado período sem poder usar os serviços, a troca é limitada, a não ser quando a concorrente  “compra” as carências. Essa prática tem sido cada vez mais difícil, pois as empresas não têm mais interesse em plano individual, preferem investir nos coletivos que não são submetidos às regras de reajuste da Agência Nacional de Saúde, valendo o poder de negociação entre as partes. Vamos ver se será cumprida a promessa da portabilidade para o início de 2009.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h38

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Dá para voar tranqüilo?

O número de relatórios confidenciais para a segurança de vôo (RCSV) encaminhados por tripulantes à Aeronáutica tem sido reduzido pelo temor de uso como prova em ações, tanto na esfera cível quanto na criminal. As empresas também  alegam que há risco de que ocorrências consideradas corriqueiras, como uma arremetida, causem pânico entre passageiros e parem em CPIs. Houve apenas 9 notificações neste ano, ante as 90 registradas em 2007. Será que dá para voar tranqüilo? A emissão do RCSV não é obrigatória, mas se tornou uma das principais ferramentas que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) dispõe para elaborar planos de prevenção. A questão é que embora possam ser anônimos, não é difícil identificar o emissor do documento. A resistência aos relatórios surgiu após o acidente da Gol. De 2005 para 2006, o número de relatórios caiu 76% (de 159 para 38). Tudo depois do caos aéreo e da criminalização dos dois maiores acidentes aéreos do País - a colisão entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 2006, e a tragédia com o Airbus da TAM, no ano passado.  

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h13

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Vitória do consumidor

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a lei geral do turismo com veto ao artigo que livrava agências de turismo da aplicação do Código de Defesa do Consumidor Realmente uma vitória do consumidor e da mobilização feita pela PRO TESTE Associação de Consumidores que enviou carta ao presidente Lula e ao Ministério da Justiça alertando que se abriria a possibilidade para que as agências de viagens deixassem de ser responsáveis por eventuais falhas em serviços intermediados por elas, mas contratados por terceiros. A mudança representaria a quebra da cadeia de responsabilidade solidária na prestação de serviços, definida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h28

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Fatura em dólar é de chorar

Quem gastou em viagem internacional em dólar tem que se preparar para a hora em que chegar a fatura, pois com a alta do dólar vai sair bem mais cara a conta. E pagar apenas o mínimo não é a saída por causa dos juros estratosféricos. A mesma tristeza é de quem contratou pacote turístico em dólar. É sentar e chorar , pois a situação não está se mostrando passageira. Quem vai para o exterior agora é melhor levar dólares do que gastar no cartão.

Escrito por Maria Inês Dolci às 20h46

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O pior da banda larga

Sabe aquela dificuldade que você tem no dia-a-dia na conexão da banda larga? Não é para menos, o Brasil está entre os que oferecem serviço de menor qualidade no mundo nessa área, conforme estudo envolvendo consumidores de 42 países. Só teve melhor desempenho que Chipre, México, China e Índia. Os parâmetros para determinar a qualidade de uma conexão foram velocidade de download e upload, e latência (medida de demora na transmissão de dados). O Japão foi o que se mostrou melhor preparado para oferecer a qualidade necessária para os aplicativos web da próxima geração, nos próximos cinco anos.Temos que continuar reclamando e exigindo nossos direitos para que as empresas invistam mais, e ofereçam melhores serviços. Não podemos ser tratados como consumidores de segunda classe.

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h29

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Contradição

Veja só como são as coisas. As escolas particulares reclamam da inadimplência elevada e, no entanto, por orientação do sindicato do setor, pretendem reajustar as mensalidades para 2009 em 10%, índice muito superior à inflação oficial. Ou seja, essa atitude contraditória torna ainda mais difícil a situação para quem é obrigado a pagar escola privada porque a rede pública não oferece educação de qualidade. Não há dúvida de que o consumidor tem o direito de questionar reajustes muito acima do valor da inflação. Os pais devem exigir que a escola mostre a planilha de custos que justifique o aumento praticado, antes de assinar o contrato ou fazer a renovação da matrícula.

 

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h13

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Ilusões imobiliárias

A compra de um apartamento implica várias consultas: sobre a construtora do imóvel, as condições do financiamento, o bairro, a rua, os serviços existentes na região.

Outro dia, uma colega descia de elevador com um casal, uma filha, e um corretor de imóveis. Eles estavam nitidamente animados com o imóvel que acabavam de ver, prontos para comprar.

O corretor, ansioso pelo fechamento da venda, cometeu, em menos de um minuto, duas incorreções, digamos: mudou o nome do bairro, e garantiu ao casal que havia muitas crianças no prédio, o que não era verdade.

Quem estiver interessado em um imóvel, deve consultar moradores, porteiros e vizinhos para se informar mais adequadamente sobre detalhes como o perfil dos moradores do prédio. E verificar, no guia de ruas ou em uma simples busca na Internet, o nome efetivo do bairro em que fica seu futuro imóvel.

Parece exagero, mas o preço do imóvel pode inflacionar, dependendo de sua localização. É por isso que há, em São Paulo, muita propaganda de imóveis no Morumbi, Pinheiros, Perdizes e Moema, embora estejam localizados em outros bairros próximos.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h46

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O CDC foi eficiente para você?

Hoje completa 18 anos de promulgação do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Por sua importância é uma das poucas leis em que se comemora duas vezes. A data da promulgação e da que entrou em vigor, seis meses depois, em 11 de março de 1991. Ele chega à sua "maioridade" como um forte aliado do consumidor. Prova disso é o crescente número de reclamações a medida em que o consumidor se conscientiza sobre seus direitos e exige das empresas produtos e serviços de qualidade. Hoje o abuso ainda impera em alguns setores, e há inclusive, tentativas de lobbies de desfigurar o CDC, mas as entidades de defesa do consumidr como a Pro teste têm se mantido alertas. Você já se beneficiou do Código? Ele foi um instrumento eficiente no seu caso?

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h37

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Excluídos do seguro

Acho polêmica a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de suspender o pagamento do seguro de vida a uma viúva, cujo marido se envolveu em acidente por estar embriagado. É preciso cuidado ou a família de um segurado poderá ser penalizada duas vezes, com a perda do ente querido e com o não-pagamento de seguro. Não se pode, com base em uma única decisão, generalizar os casos. O contrato tem que ser interpretado de forma a favorecer o consumidor. Geralmente as apólices já prevêem que, comportamento que agrave o risco de um acidente, ou o fornecimento de falsas informações no ato da contratação, pode levar à exclusão do seguro.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h42

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Tarifas bancárias

Mudar de banco não é simples e o consumidor não tem por hábito acompanhar no extrato as tarifas bancárias cobradas. Talvez isso explique porque as novas regras sobre tarifas bancárias, em vigor há cinco meses, não tenham refletido no faturamento dos bancos com serviços. Entre abril e junho, o faturamento do setor com os serviços chegou a ser de R$ 14,4 bilhões, crescimento de 2,25% em relação ao primeiro trimestre. As novas regras simplificaram as tarifas e padronizaram a nomenclatura para que o consumidor pudesse comparar os valores com mais facilidade, e pudesse contratar pacote de tarifa conforme seu perfil, ou pagar avulso, se fosse o caso, para as tarifas bancárias pesarem menos. O que se notou, no entanto, foi aumento de preço de tarifas. Como escolher o banco se a maioria tem conta para receber salário(agência indicada pela empresa)  e temos um sistema que não é competitivo e sim, oligopolizado? Os cinco maiores bancos do país detêm 80% dos depósitos. Você notou diferença nas cobranças? Talvez isso mude com a obrigação de os bancos enviarem um extrato anual com todas as cobrança feitas.

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h45

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Doidos por novas tecnologias

Foi a típica estratégia do se colar, colou, a tentativa da Claro que iniciou, e depois desistiu,  do sistema de pré-venda, pelo qual o cliente pagaria R$ 100 para garantir a compra do celular iPhone 3G assim que estivesse disponível para venda, valor que seria abatido na hora de fechar o negócio. Nada como a concorrência e os consumidores alertas para reclamar seus direitos. Com a chegada do iPhone 3G programada para a última semana deste mês, a operadoras Vivo e Claro já contam com muitos interessados na compra do aparelho e apostam em grande demanda dos "doidos por novas tecnologias". A Vivo declarou que tem 1 milhão de potenciais clientes do iPhone e a Claro diz que sua lista já superou os 100 mil clientes iniciais. De olho nisso, elas iniciam a disputa pelos usuários e montam modelos de contatos para atrair os interessados no aparelho, até com a oferta de brindes, para garantir as vendas e conquistar novos clientes, além de se apoiarem em subsídios do aparelho, com a estratégia de oferecê-lo gratuitamente em alguns planos. É preciso atenção, pois  se adquirir o aparelho subsidiado o consumidor terá que pagar multa para trocar de operadora mantendo o número, e não poderá usufruir rapidamente do benefício da portabilidade numérica.

Escrito por Maria Inês Dolci às 07h58

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Cuidado no supermercado

Não é porque o preço da cesta básica está caindo que o consumidor pode dispensar a pesquisa de preços ao ir as compras. Os preços nos supermercados das principais cidades brasileiras variam tanto que, às vezes, atravessar a rua pode representar a economia de centenas de reais por ano. Tem supermercado em São Paulo, por exemplo, em que o mesmo produto tem preço até 217% mais caro. Esta foi uma das constatações da pesquisa feita pela PRO TESTE Associação de Consumidores em supermercados de 13 cidades brasileiras. E para quem vai às compras e não resiste aos supérfluos a compra pela Internet pode ser uma boa saída para se manter no que realmente é necessário. É que os preços são semelhantes aos das lojas físicas e mesmo com a taxa de entrega é uma comodidade que acaba compensando.

Escrito por Maria Inês Dolci às 13h55

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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