Ótima notícia para o consumidor
Esperamos que a regulamentação do atendimento ao consumidor pelos call centers, que vigorará a partir de dezembro, mude o quadro de desrespeito que vemos hoje principalmente nas empresas de telecomunicações, serviços públicos, e financeiros. Entre as mudanças estão o cancelamento do serviço imediatamente após o pedido do cliente e a opção de falar com o atendente no primeiro menu eletrônico e em todas as subdivisões. Isso acabrá como uma das mais inglórias perdas de tempo de que se tem conhecimento, nos dias hoje: o jogo de empurra dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs).Tente cancelar um serviço de TV por assinatura ou de internet banda larga rapidamente. Talvez seja mais fácil esperar pelo cumprimento de promessas eleitorais ou pela redução da carga tributária brasileira. Aliás foi o comprovou a Folha de S. Paulo no teste feito com atendimento de algumas empresas. Vamos guardar com carinho a íntegra do decreto 6.523 para cobrar cumprimento. Segue o link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6523.htm
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h25
Comemorar o que?
Uma década de privatização das teles é comemorada hoje, mas será que é motivo de festa? Basta vermos as listas das empresas mais reclamadas nas entidades de defesa do consumidor para constatarmos que não. Nós consumidores sofremos nas mãos de poucas empresas, até porque a competição na telefonia fixa, por exemplo, não ocorreu. E a tendência é só piorar com a concentração que teremos a partir da revisão do modelo que orientou o desenvolvimento do setor de telecomunicações, para atender interesses de grupos privados, e com o governo praticamente impondo a fusão da Brasil Telecom com a Oi. E hoje somente 43,1% dos municípios têm serviço de banda larga. A Anatel, a agência que deveria regular as telecomunicações, dobra sua espinha às operadoras, em detrimento dos usuários.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h47
Os direitos no caos aéreo argentino
A crise no setor aéreo da Argentina, que transformou em pesadelo o retorno de muitos brasileiros, no final de semana, não deve desanimar quem deseja ir atrás de seus direitos. Os passageiros brasileiros que sofreram transtornos com os atrasos de vôos das Aerolíneas Argentinas devem reclamar seus direitos diretamente à Agência de viagem em que adquiriram os bilhetes. Elas não podem se eximir de responsabilidade no caso daqueles que contrataram pacote no Brasil. Para isso é que se contrata uma agência: para nos assistir em casos de dificuldades no passeio. De qualquer forma, os consumidores que sofreram com mais de 24 horas de espera, deveriam ser assistidos no aeroporto pelos órgãos governamentais argentinos e, em situações como essa, de omissão, devem pedir ajuda às entidades locais de defesa do consumidor. No Brasil, os turistas lesados que compraram diretamente as passagens, podem acionar a empresa área que tem escritório aqui. Foram vários vôos atrasados e cancelados. A empresa Aerolíneas Argentinas passa por uma grave crise financeira. Muitos aviões estão parados, e há atraso no pagamento dos funcionários.Escrito por Maria Inês Dolci às 17h27
Quando a bagagem não chega
É terrível esperar a bagagem ao final da viagem e ela não chegar. Quem já passou por isso sabe os transtornos que o extravio acarreta. Se todos fizessem como a passageira que processou a TAM Linhas Aéreas e a Air France por danos morais, e obteve vitória, as empresas seriam mais cuidadosas no controle do que é despachado. As empresas foram condenadas a indenizar em R$ 10 mil, por danos morais, a passageira que teve sua bagagem extraviada em viagem para Portugal. A 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal fixou ainda, solidariamente, o valor de R$ 9.583,96 pelos danos materiais (Processo Nº:2007.01.1.064450-0). Segundo os desembargadores, na hipótese de vôo compartilhado, a responsabilidade das companhias aéreas pelo extravio da bagagem é solidária. O julgamento foi unânime.Escrito por Maria Inês Dolci às 09h33
Apertar o cinto
O consumidor precisa controlar ainda mais seu orçamento familiar para não precisar recorrer a financiamento. Com a elevação da taxa básica de juros (Selic) de 12,25% ao ano para 13%, pagará mais caro pelo crédito. O jeito é apertar o cinto para ter fôlego com o retorno da inflação, pressionando principalmente o preço dos alimentos. Segundo simulações feitas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os juros médios para pessoa física, por exemplo, devem subir de 7,33% para 7,39%.Escrito por Maria Inês Dolci às 16h17
Após fusão sobrará para o consumidor
O que o consumidor sente na pele quando empresas de um setor fazem fusão foi comprovado em estudo feito pela Pezco Pesquisa e Consultoria. A pesquisa aponta que a fusão das operadoras Brasil Telecom e Oi terá efeito negativo na concorrência, pois irá tirar uma empresa do mercado. Haverá uma opção a menos em longa distância nacional e em centrais de atendimento. Mais dor de cabeça para o consumidor quando tiver que resolver algum problema. Além disso, apesar de elas pouco concorrerem entre si em outros serviços, como telefonia local, celular e banda larga, são competidores potenciais, e deixarão de ser. Haverá impacto neutro na universalização de serviços e efeito negativo no aumento da concorrência, no investimento do setor, no fomento à indústria local e na internacionalização. O estudo aponta prejuízos na fusão para a política industrial e critica o uso de recursos públicos no negócio, que teriam objetivos anticompetitivos. Ou seja, bom para quem?
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h55
Seguro mais barato?
Será que o seguro de veículo vai cair de preço? Você acredita que as seguradoras repassarão para o consumidor o reflexo positivo da “lei seca” para motoristas, já que houve redução dos acidentes? Para formar o preço do seguro do carro, as seguradoras usam um percentual para batidas em torno de 20% do valor total. É com esta margem que as empresas poderiam reduzir o valor das apólices, principalmente para a faixa de motoristas mais jovens. O Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo avalia que a concorrência acirrada no setor obrigará as seguradoras a repassar a redução entre 10% e 20% do preço das apólices, o que ocorreria em seis meses. É esperar para ver.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h42
Propaganda que faz mal
É de se questionar a forte reação do mercado publicitário à proposta de restrição à propaganda destinada às crianças, quando se constata que 72% do total das peças publicitárias de alimentos veicula mensagens para o consumo de produtos com altos teores de gorduras, açúcares e sal. Entre os "vilões" estão: fast-food; guloseimas (balas, chicletes) e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de pacote; biscoitos (doces e recheados) e bolo. Isso contribui para o aumento crescente e assustador da prevalência das doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. Esse elevado percentual foi constatado em Pesquisa feita pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Para fazer análise das peças publicitárias, professores, alunos e recém-formados do Departamento de Nutrição da UnB gravaram, durante 52 semanas, 20 horas diárias da programação de canais de TV abertos e fechados. Também foram arquivadas nesse período revistas voltadas tanto para o público adulto em geral quanto ao feminino e infantil. Não se trata de censura, mas de reagir quando vemos que as propagandas sobre alimentos no Brasil sugerem opções que fazem mal à saúde.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h13
Fim das faturas em papel?
O que você acha de receber eletronicamente as faturas emitidas pelas instituições bancárias ao invés de chegarem pelo correio em papel? Daqui a um ano pode começar a reduzir o volume de boletos impressos se for expressiva a adesão ao projeto dos bancos em que os interessados em eliminar o papel , e em preservar o meio ambiente, farão opção junto aos bancos como "sacado eletrônico". Desde que tenhamos garantia de que os arquivos serão preservados, esta pode ser uma opção, desde que não haja imposição. Ainda mais se pensarmos no volume de papel gasto e que depois temos que guardar (e que na hora que precisamos nem sempre encontramos). Atualmente são emitidos por ano 2 bilhões de boletos de cobrança no País. Se esse volume reduzir à metade, mais de 18 mil árvores podem ser preservadas.Escrito por Maria Inês Dolci às 18h37
Para não perder dinheiro
A maioria dos consumidores (70%) desconhece as novas regras para tarifas bancárias, aponta pesquisa do Procon de São Paulo. Para evitar gastar mais é importante avaliar se não vale a pena deixar de lado o pacote de serviço anteriormente contratado e pagar tarifas avulsas. O difícil é se enquadrar nos perfis de correntista oferecidos pelos bancos. As novas regras tornam gratuitas tarifas consideradas essenciais - como fornecimento de cartão de débito, dez folhas de cheque, quatro saques e dois extratos por mês -, por isso, pagar tarifa fixa por pacotes que incluam esses serviços deixou de valer a pena. Você já analisou seu extrato? Vale a pena procurar o seu gerente para não perder dinheiro.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h04
Acordo do apagão da banda larga
Demorou mas saiu um acordo.Todos os consumidores que utilizam o Speedy terão desconto proporcional a cinco dias na próxima fatura referente ao mês de agosto/setembro, para reparar os prejuízos da pane no serviço de transmissão de dados da Telefônica, dos dias 2 e 3 últimos. Foram necessárias várias rodadas de negociação pelas entidades de defesa do consumidor, como Procon e Pro Teste, e o Ministério Público, para fechar a forma de ressarcimento dos danos. Mas ainda falta fechar o valor que será depositado pela empresa para reparação dos danos coletivos.Mas acho que só mesmo uma CPI para apurar as causas e evitar que a instabilidade do serviço cause novas panes e paralise outra vez serviços públicos essenciais, como a emissão de boletins de ocorrência em delegacias de polícia como nesse caso.
Escrito por Maria Inês Dolci às 18h54
Sem correio
Não fosse a internet os transtornos com os quase 15 dias da greve dos correios seriam muito maiores. Imagine não poder imprimir uma segunda via do boleto de pagamento das contas que venceram nesse período. De qualquer forma, é um abuso pensar que o consumidor que esperar pelo fim da greve para receber contas e fazer seus pagamentos vai arcar com multas e juros pelo atraso na quitação de seus compromissos. Você já procurou as empresas para fazer o "pagamento avulso" através de uma segunda via da fatura? Você pode também pedir ao credor, por telefone, que disponibilize o número de código de barras da conta que deixou de ser entregue, em função da greve.Com esse código em mãos, a pessoa pode ir ao banco onde possui conta, informar manualmente a seqüência de números do boleto no caixa eletrônico e fazer o pagamento.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h06
Vôos sem fim
Inadmissível o tratamento dados aos passageiros de vôos internacionais que ficaram retidos dentro de aeronaves, sem alimentação e sob más condições de higiene, por até seis horas e meia no pátio do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas.Os passageiros lesados devem acionar a Taca Linhas Aéreas e a Ibéria para reparação de danos pela situação enfrentada.Assim como a Infraero, que administra os aeroportos. Todos são responsáveis mesmo que o imprevisto tenha sido decorrente das más condições meteorológicas que levaram ao fechamento do aeroporto de Cumbica onde os vôos deveriam chegar. Não confio que se deva esperar até a Agência Nacional de Aviação Civl investigar.Escrito por Maria Inês Dolci às 17h02
Premiar atraso não
Converter atrasos de vôos em milhas para o passageiro seria premiar as empresas que desrespeitam o consumidor. Por isso, sou contra essa sugestão que o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, quer apresentar ao presidente Lula entre as compensações para passageiros de vôos atrasados da aviação civil.Pode ser mais uma que não sairá do papel.Diversas medidas anunciadas durante o caos aéreo do ano passado não foram colocadas em prática, como a construção do terceiro aeroporto de São Paulo que ficou para depois;a proibição das conexões em Congonhas foi suspensa; e a reforma do aeroporto de Viracopos, em Campinas, ainda está em fase de licitação.A construção da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, foi considerada tecnicamente inviável.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h15
Apagão da Telefônica
Foi preciso esse apagão da banda larga da Telefônica para que as autoridades se comovam com as dificuldades de quem paga por um serviço que não tem qualidade? A atitude da empresa, ao demorar para informar sobre a pane, é tudo, menos estranha, porque a Telefônica jamais demonstrou respeito pelo consumidor brasileiro. Trata esse mercado como se fosse formado por cidadãos de segunda classe. Esse "apagão de internet" ocorre, no dia-a-dia, com muitos clientes. Mas, só agora, quando atingiu proporções colossais, desnudou-se a verdadeira face da Telefônica no Brasil. Que fique, para os órgãos públicos cujos serviços ficaram paralisados em grande parte do estado de São Paulo, a lição: o que é essencial não pode ficar à mercê de um só provedor. No mínimo, de mais um para emergências.
Escrito por Maria Inês Dolci às 06h54
Festival de aumento
Temos que preparar o bolso, pois Julho o mês de férias da criançada começa com um festival de reajustes de preços. Aluguel, pedágios, passagens de ônibus interestaduais e internacionais e o diesel têm reajuste a partir de hoje. E desde ontem o litro de álcool está mais caro nos postos. Quem tem contrato de aluguel ou de plano de saúde antigo com reajuste em julho, indexado ao IGP-M também terá aumento de 13,44% (variação acumulada nos últimos 12 meses). Para reduzir o estrago no orçamento para quem vai viajar uma possibilidade é pedir a suspensão de alguns serviços como TV por assinatura e telefone fixo.
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h34
