Retrocesso à vista
É um retrocesso o projeto de lei em discussão no Senado para permitir que o comércio fixe preço diferenciado na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é claro ao classificar a venda por cartão de crédito como venda à vista. Seria um absurdo o comércio trabalhar com dois preços - à vista e a crédito. Temos que torcer para que os projetos não avancem, pois o consumidor só perderia com tal mudança.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h39
Desnecessário
Acho que, independentemente da orientação sexual, o consumidor tem o direito de ser bem atendido. E o fornecedor, de prestar um atendimento excelente sob pena de perder mercado. Por isso, acho desnecessário o chamado selo de diversidade, criado pela Fecomércio, que indicará ao consumidor homossexual os estabelecimentos que o tratem bem.
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h17
A volta da inflação
A inflação está de volta, depois de um período em que nos acostumamos a planejar compras, a comparar preços e até a juntar algum dinheiro para adquirir um bem mais caro.O presidente Lula tem razão ao dizer que a inflação é uma desgraça, para quem vive de salário. Não tem razão, contudo, quando diz que o governo não é responsável pelo retorno da inflação. É, sim.O Brasil tem uma carga tributária absurda. Um despropósito, tendo em vista a péssima qualidade dos serviços públicos. O dinheiro que o governo arrecada onera os preços de todos os produtos e serviços. E sobra para nós, consumidores.Com os freqüentes recordes de arrecadação, seria possível iniciar um processo de redução dos impostos. O governo, porém, tem gastado como se o mundo fosse acabar amanhã. Torrado montanhas de reais para aumentar sua participação na economia. E, a cada momento, toca a velha nota da estatização. Meu artigo completo está no caderno Vitrine da Folha deste sábado,em que lamento as articulações pela volta da famigerada CPMF.Escrito por Maria Inês Dolci às 08h17
Teste em animais
Você pensaria duas vezes antes de comprar um produto que informasse na embalagem que foram usados animais em testes laboratoriais antes de lançar o produto? O uso de animais em testes laboratoriais é desaprovado por parcela da população por crer que a ciência tem recursos para evitar tais crimes contra a vida. Hoje as empresas não são obrigadas a dizer ao consumidor na embalagem se foram feitos testes em animais. O consumidor tem direito de fazer valer seus princípios éticos na hora de comprar e informação adequada é essencial. Por que não evoluirmos para isso? Veja informações detalhadas sobre o tema
no site http://www.pea.org.br/crueldade/testes/testam.htm
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h22
Telefone a eletricidade
Você sabia que o telefone da NET não funciona após a queda de energia ou quando é desligado da tomada? As linhas de outras operadoras não necessitam de energia elétrica para funcionar. Uma consumidora entrou na justiça ( e ganhou em primeira instância) contra a multa que teria de pagar a título de rompimento do contrato antes do fim da fidelidade, por não ter sido informada previamente dessa restrição. A empresa se defende informando que o item é amplamente divulgado, sendo que suas condições são reforçadas no momento da contratação e em especial nas ofertas e em todas as comunicações divulgadas pela NET, o que pode ser conferido por meio do web site do serviço (www.net.tv.br), onde inclusive é possível acessar o contrato.Para mim é novidade, e pelo Código de Defesa do Consumidor as restrições tem que ter destaque.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h08
Os bancos no céu
No Brasil, os seis primeiros anos do governo Lula oferecem os mais altos níveis de Rentabilidade sob o Patrimônio Líquido (ROE) aos bancos brasileiros se comparados com os oito anos do governo FHC, como mostra pesquisa da Economática. Eles estão no céu, pena que para os consumidores isso não tenha se refletido em melhor prestação de serviços. Pelo contrário, a falta de concorrência no mercado só faz aumentar o custo de manutenção de uma conta bancária. Agora mesmo com as novas regras de tarifas bancárias há vários exemplos de bancos que não cobravam por determinados serviços e passaram a cobrar, ou reajustaram os valores para índices que atingem até 200%. E lembramos que pela lei que criou o Plano Real, os contratos só podem ser reajustados uma vez por ano, mas nos casos do setor financeiro o reajuste das tarifas pode ocorrer semestralmente. Haja regalias!
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h40
E o recall da VW?
Hoje nos jornais foram publicados dois comunicados de recall da Peugeot (telefone 0800-703-2424) e da Citroën (telefone 0800-011-8088) para sanar defeitos que comprometem a segurança dos proprietários dos veículos, devido a problemas no limpador do pára-
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h52
Alimento em PET reciclado?
Antes proibido, agora foi liberado o uso de plástico do tipo PET reciclado para embalar alimentos e bebidas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) garante que novas tecnologias permitem a descontaminação do material e eliminação dos riscos à saúde. Quatro indústrias recicladoras já pediram autorização para usar o PET reciclado. Será que é realmente seguro? Uma das condições é que a recicladora já tenha o aval do FDA, órgão regulador de alimentos e bebidas dos Estados Unidos, ou de uma agência similar na União Européia. Além disso, o rótulo deverá conter informações que permitam rastrear o produtor em caso de problema. Se realmente for seguro o meio ambiente agradece.Escrito por Maria Inês Dolci às 14h36
Troque de posto
Os preços cobrados pelos combustíveis nos postos são livres, por isso, cabe ao consumidor deixar de comprar nos locais onde constatar que houve repasse dos reajustes ocorridos na cadeia produtiva, da Petrobrás para as refinarias. Se não adianta denunciar os que elevaram o preço, como pediu o presidente Lula, por outro lado o poder de pressão do consumidor pode ajudar a regular o mercado. E esperamos que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica(Cade) aja contra os cartéis.
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h39
Reflexo no bolso
Realmente o presidente Lula tem muita sorte. No dia em que o governo anunciou que o preço da gasolina vai subir nas refinarias, e o óleo diesel deve ficar mais caro nas bombas, a notícia do dia foi a elevação do Brasil a grau de investimento pela Standard & Poor's. Por mais que o valor do imposto sobre combustíveis (Cide) tenha sido reduzido para que a gasolina não tenha o preço alterado na bomba, o consumidor vai sentir no bolso o reflexo da alta do diesel de 8,8%, pois fatalmente impactará no custo dos produtos cujo transporte encarecerá, a partir desta sexta-feira.
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h09
