Fox é caso de recall
A exigência de recall em relação a produtos e serviços que possam ameaçar a saúde e a segurança do consumidor é um dos principais avanços do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Mal ou bem, as montadoras têm seguido essa determinação, e isso, no mínimo, ajuda a reduzir o impacto negativo de problemas sérios - freios que não funcionem, pneus que se soltem, peças que machuquem ou provoquem lesões mais graves. O que a Volkswagen fez no caso da argola de ajuste do banco traseiro, que decepou parte do dedo de quem manuseava o banco do Fox, foi criar uma nova figura jurídica. Que não existe e não pode ser utilizada: o recall que tem vergonha de ser recall. A montadora não admitiu sua responsabilidade no caso, disse que bastaria ler o Manual do Proprietário (um carona o leria, por exemplo?). E, em comunicado publicado em grandes jornais de São Paulo, neste sábado, informou que decidiu instalar uma nova peça no porta-malas do modelo Fox para evitar "eventuais erros na operação de rebatimento do banco traseiro". No tal comunicado, reafirmou que não se tratava de recall. Senhores da Volks, o que vocês fizeram tem cheiro de recall, tem cara de recall, tem gosto de recall. É, portanto, recall, e uma triste tentativa de sair por cima, embora tenha provocado danos irreparáveis a alguns de seus consumidores. Lamentável, essa forma de tratar relações de consumo!
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h21
Risco do Fox
É inaceitável o consumidor correr o risco de mutilar os dedos ao manusear o encosto do banco traseiro do carro para ajustar o porta-malas, como tem sido relatado no caso do Fox da Volkswagen. Falta um alerta para não se colocar o dedo na argola ao fazer o rebatimento do banco para aumentar ou diminuir o espaço do porta-malas. Ao movimentar o encosto do assento traseiro oito consumidores tiveram mutilação de dedos, além de ferimentos em outras 14. A Empresa precisa comunicar melhor sobre o risco. Vejam a matéria no link:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81441-6014-507,00.html
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h06
Injustiça com aposentados
Os feriados de carnaval saíram caro para muitos aposentados cujos benefícios da previdência tiveram o pagamento protelado, mas não as contas cujos vencimentos se mantiveram. Em situações como essa os pagamentos de benefícios deveriam ser antecipados. É uma injustiça para quem nesse período da vida já sofre com achatamento da renda. Para se ter uma idéia, os pensionistas do INSS que têm cartão de pagamento com finais cinco e zero só terão o dinheiro na conta no dia 12 de fevereiro, quase na metade do mês. A estimativa do Sindicato Nacional dos Aposentados é que cerca de 300 mil aposentados e pensionistas sejam prejudicados com o atraso no pagamento. Sugiro que quem foi prejudicado com o adiamento do pagamento pague as contas mesmo com multas, mas, em seguida, recorra ao Juizado Especial Cível Federal para reaver estes valores.Escrito por Maria Inês Dolci às 08h45
Os fracos do mercado mundial
O mercado europeu mostrou sua verdadeira face: protecionista na defesa de seus interesses, liberal quando se trata dos mercados alheios. Utilizou, como desculpa para impedir as vendas de carne brasileira, supostos problemas com o sistema de inspeção sanitária brasileira. Obviamente, até uma medida ruim como essa pode ter um lado menos negativo para o consumidor: a queda dos preços no mercado interno, uma vez que o aumento da peça de primeira, em 2007, atingiu 80,27%. Parte do embargo pode ser atribuída à ação dos produtores irlandeses, que pressionaram a União Européia. Que os governantes brasileiros se lembrem desse embargo antes de firmar qualquer acordo ou contrato com países europeus. O jogo do comércio mundial pode parodiar o título de um dos filmes candidatos ao Oscar: “Onde os fracos não têm vez”.
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h37
