Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Folia só com pacote

Uma prática condenável e abusiva por parte da rede hoteleira no período do carnaval, em cidades a onde a folia é garantida, como o Recife, tem sido só aceitar reservas para o período todo, ou seja, quatro diárias. A venda exclusiva de pacotes deixa o consumidor sem opção. E pode ser questionada com base no Código de Defesa do Consumidor.Não é com tal prática que o turismo será estimulado. O setor precisa repensar suas ações.

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h55

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Sem espuma

Os sprays de espuma, que foram tomando o lugar dos tradicionais confetes e serpentinas no carnaval, este ano, estão proibidos em diversos locais como no Rio de Janeiro, onde a Prefeitura está coibindo a venda ilegal dos tubos de spray de espuma nos blocos e bailes. No entanto, são encontrados facilmente em qualquer loja de 1,99.  Os pais devem ficar alertas e evitar a compra. O produto irrita a pele e quem está brincando  carnaval e é vítima da dita espuminha. Nada melhor do que brincar o carnaval respeitando o direito dos outros.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h51

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Preço do didático assusta

O peso do preço dos livros escolares no material escolar é assustador. Para quem tem filhos em escola particular o gasto não fica por menos de 600 reais, e há casos em que chega ao dobro. Também pudera, o preço subiu mais que o dobro da inflação em cinco anos, conforme apurou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Uma saída é a iniciativa de escolas e pais que fazem feirinhas para troca de livros. O problema é que há escolas que exigem versões atualizadas dos livros indicados inviabilizando tal iniciativa. A saída é pesquisar bem antes de comprar e, se pagar à vista, pedir desconto de 10%.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h02

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Direito à informação

Já vai completar cinco anos a exigência de identificação dos produtos trangênicos vendidos no Brasil e não vi até agora no mercado alimentos com o triângulo amarelo com a letra T e a palavra transgênico, na rotulagem dos que contenham mais de 1% de algum ingrediente geneticamente modificado. O direito do consumidor à informação não vem sendo respeitado, ou alguém acredita que num País em que se deve colher cerca de 12 milhões de toneladas de soja transgênica na próxima safra, parte desses grãos não serão industrializados e não estarão presentes nos alimentos que consumimos? Prova disso é que por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo os óleos de soja Liz e Soya, só agora passam a trazer a identificação.Os órgãos de fiscalização precisam cumprir seu papel!

Escrito por Maria Inês Dolci às 13h43

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Sem bagagem

Nada mais desagradável que chegar de uma viagem aérea e não localizar a bagagem. É um transtorno e tanto para reclamar, esperar a entrega da mala ou, pior, ter que recorrer à Justiça pelo ressarcimento do que foi perdido, como ocorreu com Juliana dos Santos que nos relata as dificuldades que vem tendo com a TAM desde o início do mês, no retorno de uma viagem pelo vôo 706 (Chile-Asuncion-SP). Ela seguiu todos os trâmites solicitados pela empresa, mas até agora não houve solução para o extravio da bagagem ocorrido dia 04/01/2008.Primeiro aconselho a se documentar, guardando cópia de todos os contatos feito por e-mail, e dar prazo para solução. Se a empresa não resolve o problema é preciso acionar judicialmente no Juizado Especial Cível ou na Justiça comum (dependendo dos valores envolvidos), para ressarcimento das perdas e danos pelo real valor do prejuízo. Deve-se tomar o cuidado de identificar muito bem a mala. Para se prevenir devem ser colocadas etiquetas, dentro e fora da mala, com nome, endereço, telefone de contato. E não é demais também providenciar alguma coisa que facilite a identificação da bagagem. Se mesmo assim, a mala não chegar você deve reclamar no mesmo momento. Preencher a ficha de extravio e levar uma cópia da ficha como prova de que o problema foi registrado por escrito. Não se deve fazer nenhuma reclamação apenas verbalmente. Se a conversa for por telefone, deve-se anotar o nome da pessoa, o horário da ligação ou o número do protocolo. Caso a pessoa fique sem nenhuma roupa para usar, ela pode comprar um mínimo necessário, dentro da boa fé, e cobrar estas despesas da empresa. Deve-se guardar as notas de qualquer despesa feita em decorrência da falta da bagagem. E procure sempre levar objetos de valor na bagagem de mão.

Escrito por Maria Inês Dolci às 14h44

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Banda estreita

O relatório da ouvidoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostrando a ineficiência da Agência, só comprova o que nós consumidores constatamos no dia-a-dia. Como é o caso da internet banda larga, em que a falta de concorrência nos leva a pagar preços elevados para serviços ineficientes, com velocidades limitadas, apesar de a tecnologia ainda atingir pequena parcela da população brasileira.E da telefonia fixa, em que continuamos não tendo como trocar de operadora, mesmo pagando caro pela assinatura básica. É o consumidor sem saída.

Escrito por Maria Inês Dolci às 14h14

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Preços em alta

A alimentação ajudou a puxar o custo de vida, em 2007, para 4,8%, em São Paulo, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Nada similar à hiperinflação do passado, mas que deve provocar, no consumidor, muita atenção e cuidado. Atenção, porque não temos mais os reajustes salariais automáticos a cada vez que a inflação dispare. Logo, índices aparentemente pequenos, comparados aos tempos de carestia feroz, hoje pesam muito, pela estabilidade dos salários. Cuidado na hora de comprar. Compare preços, pechinche, evite produtos cujos preços disparem em determinados períodos do ano. Substitua alimentos, sempre que possível, pois o reaquecimento da economia, que produz ganhos como a redução do desemprego, também costuma pressionar preços. Não podemos permitir que especuladores se aproveitem do crescimento para aumentar suas margens de lucro, quando os salários sobem mais lentamente.

Escrito por Maria Inês Dolci às 14h48

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De olho no crédito fácil

As novas regras para empréstimos consignados aos aposentados comprovam o que sempre defendemos: é preciso muita cautela para não se endividar atraído pela oferta de crédito fácil. Agora que muito aposentado está encalacrado, sem conseguir quitar os financiamentos feitos, a Previdência baixou para 20% o limite de endividamento. Controlar o orçamento é fundamental, principalmente com as ofertas de cartões de crédito consignado que, apesar de não cobrarem anuidade, têm taxa de até R$ 15 para despesa com a confecção do cartão.

Escrito por Maria Inês Dolci às 14h19

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Sobrou para nós

Não adianta mesmo, sempre sobra para nós. Para compensar a queda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória por Movimentação Financeira (CPMF) agora o consumidor precisa preparar o bolso,  pois vai arcar com a elevação do custo dos empréstimos, por conta do decreto presidencial que eleva a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras ( IOF) em 0,38 ponto percentual. Mais um motivo para poupar e procurar comprar à vista. O imposto que  incide sobre operações de câmbio, seguros, empréstimos e financiamentos da casa própria, por ora não afeta os custos das transações bancárias, como depósito e saques e operações mobiliárias. Mas também estes serviços devem encarecer se houver repasse do  aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro de 9% para 15%, previsto para vigorar em três meses.  

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h03

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Primeiros passos

Hoje, começamos a trilhar os caminhos e descaminhos deste 2008. Já que temos esta tradição de dividir nossas vidas de acordo com o calendário, é um bom momento para pensar e fazer as coisas certas, para que possamos ter o melhor ano possível. Por exemplo: gastar de acordo com aquilo que ganhamos. Só assim estaremos livres dos juros extorsivos dos cartões de crédito e do cheque especial. Podemos, também, planejar com cuidado as compras mais importantes, que demandarão um esforço maior de poupança. Enquanto muitos de nós aproveitamos as férias - e isso, obviamente, significa, também, gastar mais -, as contas já estão viajando pelo Correio: IPVA, IPTU, lista de material escolar, e por aí, vai. O único jeito de não sofrer, depois, para honrar estes compromissos é reservar uma parte do dinheiro das férias para iniciar 2008 sem novas dívidas. Parece muito materialista, mas já seria uma boa maneira de mudar, verdadeiramente, nossas vidas no novo ano. Feliz 2008 para todos! E que possamos continuar juntos ao longo de cada dia, ajudando-nos mutuamente em nossas batalhas comuns.

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h14

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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