Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Reação

É desmedida a reação das operadoras de TV por assinatura por não poderem mais cobrar pelo ponto extra a partir de junho do ano que vem. De acordo com a Anatel, as operadoras de TV poderão cobrar pela instalação e pela ativação do ponto extra, mas não uma mensalidade fixa pela programação. As duas cobranças deverão ser feitas uma vez. As empresas não querem perder o faturamento e já ameaçam repassar a diferença para todos os consumidores de seus serviços. É um abuso!

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h50

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O risco que corremos

Como a padronização e limitação da cobrança de tarifas bancárias só vai vigorar a partir de maio de 2008, nesse período os consumidores correm o risco de arcar com um hipertarifaço,  pois  como os bancos sabem que depois serão limitados em alguns casos há o risco de aproveitarem esse período. Nada impede que os bancos aumentem as tarifas até essa data, período em que vale a regra atual de comunicar os reajustes com 30 dias de antecedência.

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h38

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Esperar para ver

É questionável se resolverá o drama dos atrasos e cancelamentos de vôos o sistema de compensação de atrasos, que o Governo pretende implantar até o Natal para obrigar as empresas a pagarem multas aos passageiros de até 50% do valor do bilhete, em caso de atraso superior a cinco horas.  Tudo vai depender da conta que as empresas fizerem. Se ficar mais barato pagar a multa e esperar lotar o avião os consumidores vão continuar a “penar”. A determinação exclui os atrasos provocados por problemas que não sejam da companhia aérea, como o mau tempo. Pelo novo sistema, se o atraso do vôo for de apenas 30 minutos, o passageiro não terá direito a nenhum ressarcimento. A cada hora de atraso, a multa é acrescida em 10% e poderá ser paga em dinheiro ou como crédito para um novo vôo. Nossa torcida é para que os transtornos acabem de vez, mas é esperar prá ver!

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h02

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Assim não dá

Parece aquela história de remédio que ao invés de curar mata o paciente. Pois é, agora o governo pretende resolver a crise do setor aéreo nos aeroportos de São Paulo com um drástico aumento de tarifas aeroportuárias, com aumentos de 100% nas taxas de embarque pagas pelos passageiros paulistas, e de até 1.200% nas tarifas pagas pelas empresas. Para conter a procura, o governo já havia diminuído o uso de pistas em Congonhas e transferido vôos. Agora, a idéia é desencorajar empresas e passageiros e obrigá-los a buscar alternativas. Sempre sobra para o consumidor. Não é possível tanta incompetência, assim não dá.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h51

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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