Censura à imprensa
Até agora a Pro Teste não foi intimada sobre o processo em que a Justiça paulista, em segunda instância, teria acatado o pedido da Ambev, maior fabricante de bebidas do Brasil, para proibir a divulgação de uma pesquisa comparativa sobre a qualidade dos guaranás, feita em junho deste ano, pela entidade de defesa do consumidor. A Ambev havia perdido em primeira instância. A Pro Teste mantém a pesquisa no site www.proteste.org.br. O que está em jogo, nesse caso, é a liberdade de expressão, de informação. Há um atraso em relação ao resto do mundo, em que os fornecedores aguardam com expectativa os resultados das análises feitas por entidades de defesa do consumidor para aperfeiçoar produtos e serviços disponibilizados no mercado, e não para tentar proibir a divulgação dos resultados. Aqui, a reação é tentar esconder os problemas. Lamentavelmente o artigo da Constituição que garante o direito à livre expressão tem interpretações estranhas. Outros interesses acabam predominando sobre o direito público à informação. Trata-se da jovem e estranha democracia brasileira, que, aqui e ali,reedita a censura à imprensa.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h24
Censura frustrada
É lamentável que fornecedores descontentes com resultados das análises de testes de seus produtos e serviços feitos por entidades de defesa do consumidor ainda tentem barrar a divulgação das avaliações. Foi o que fez a Ambev fabricante do guaraná Antarctica, insatisfeita com o resultado do teste comparativo em teste feito pela PRO TESTE associação de consumidores. Ainda bem que a Justiça rejeitou, em primeira instância, a solicitação de censura da divulgação dos resultados. O Juiz Antônio Tadeu Ottoni, da 4ª Vara Cível do Fórum do Jabaquara, de São Paulo, agiu com bom senso negando os pedidos liminares de segredo de justiça, de proibição da divulgação e de direito de resposta. Não seria mais fácil aproveitar as oportunidades oferecidas pelas entidades de defesa do consumidor para aperfeiçoar os produtos colocados no mercado?Todos sairiam ganhando.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h17
Distorção do pré-pago
O próprio ministro das Comunicações já disse que os valores das tarifas de celular pré-pago são até cinco vezes maiores do que os cobrados nos planos de pós-pago. Essa disparidade foi comprovada agora em pesquisa da Pro Teste. No entanto, 80% das cerca de 110 milhões de linhas do país são de pré-pago. Quem já não ouviu a expressão: “meu celular é que nem pai de santo, só recebe?” Pois essa é a saída do brasileiro para usar o pré-pago sem arcar com o alto custo do serviço. Recebe as chamadas no pré-pago, mas faz as ligações de telefone público ou fixo. É preciso pelo menos estender a validade dos créditos dos cartões pré-pagos para até um ano, ou negociar a redução dos impostos para evitar tal distorção entre os planos pós e pré-pagos. Torcemos por mais ação e menos discurso.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h39
