Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Brincadeira de mau gosto

É grave o caso do mega recall de brinquedos da Mattel,  pois confirma a falta de controle de qualidade resultante da dominação do mercado mundial pela China. As antigas empresas que lideravam os mercados nacionais não tiveram condições de continuar competindo com os chineses. Fecharam as portas, abriram fábricas lá ou terceirizaram a produção para chinesas. Com isso, o controle de qualidade está longe de nossas fronteiras. Parecia fácil quando tratávamos de brinquedos contrabandeados, vendidos por camelôs, mas agora estamos falando de empresa líder mundial no setor. Antes bastava orientar o consumidor a comprar os brinquedos apenas nas lojas. Defendemos a implantação de um cadastro nacional sobre os acidentes de consumo, que permitam registrar e atuar rapidamente quando problemas de segurança com uso de produtos e serviços ocorram.  No caso das peças imantadas dos brinquedos, que podem se soltar, se a criança ingerir em um curto espaço de tempo dois pequenos ímãs, há chances, de ocorrer lesões em órgão internos. Dentro do organismo, a força de atração dos imãs pode fazer com que se grudem e prendam partes do sistema digestivo e perfurar os órgãos das crianças.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h15

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Briga boa

Esquenta a discussão no Congresso sobre a mudança na lei das agências reguladoras. O tema está mobilizando o governo federal que deseja retirar-lhes poder, acabando com independência e autonomia. Para o consumidor a maioria das agências não tem cumprido o papel de equilibrar o mercado, pois tende aos interesses das empresas e não fiscaliza como deveria.  Não é por causa da incompetência de algumas, como o caso da Anac, que todas devam ser transformadas em meros apêndices do governo e em mais uma moeda de troca para o aparelhamento de cargos públicos. Será uma briga boa, esperamos que não sobre para o consumidor.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h22

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O risco do longo prazo

O consumidor precisa ficar muito atento antes de cair na tentação de financiar o carro em sete anos, pois com o prazo longo, além dos custos maiores, quando quitar o carro há o risco de os gastos com manutenção superarem em muito qualquer pretensa vantagem. A tendência do mercado é de aumento da oferta do prazo maior para pagamento com a manutenção da queda da Selic (taxa básica dos juros) e a estabilidade econômica.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h11

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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