Consumidores, sim
Alguns irados controladores de blogs (uma nova categoria, que fiscaliza com ódio as críticas a seus mestres) discordam por considerarmos a absurda e inútil greve dos metroviários um caso para a defesa do consumidor. Mas é, sim. Consumir não significa, somente, comprar produtos em uma loja. Utilizar serviços públicos, que são bancados, além das tarifas, também pelos impostos medievais que pagamos, é consumir. Pelo menos os áulicos não tiveram coragem de dizer que somente as elites são transportadas pelo metrô. Será um avanço?Escrito por Maria Inês Dolci às 19h30
Abuso
É lamentável que o metrô, que prima pela qualidade do serviço prestado, tenha que novamente em menos de dois meses, suspender o atendimento, por conta de uma greve da categoria que agora reclama participação nos lucros. O direito de ir e vir de milhões de paulistanos está comprometido e os prejuízos econômicos são incalculáveis, com o caos gerado pela paralisação. Apesar de ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, os metroviários negam motivação política. Então por que não cumpriram a determinação legal de deixar pelo menos 85% do sistema em operação nos horários de pico? Os usuários só querem o respeito aos seus direitos. Mas sofrem com o abuso. Depois a categoria não poderá reclamar se realmente a empresa trocar o sistema de operação dos trens para dispensar a presença do operador.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h46
Sem perdão
O brasileiro é mais crítico na avaliação de serviços do que a maioria dos paises latino-americanos. E os setores que mais desagradam são telefonia fixa e móvel, internet paga e TV por assinatura. Brasil e Argentina apresentaram a pontuação mais baixa, de 76 e 75 pontos, respectivamente. A maioria das reclamações foi para as empresas multinacionais, que prestam serviço para vários países e obtiveram notas diferentes conforme o local. Foi o que apurou a Ipsos, em pesquisa de mercado envolvendo 18 diferentes tipos de serviços, públicos e privados em oito países. A ira do consumidor tende a crescer quando fica refém de má prestação de serviço em que há monopólio, como é o caso da telefonia fixa, pois não tem como trocar de fornecedor. Foram pesquisados a imagem da empresa, satisfação geral, percepção do valor desse serviço e também a disposição de continuar a usá-lo e recomendá-lo. Com resultados entre zero e 100 pontos, os colombianos foram os que deram nota maior: 85.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h30
Venda casada
Daqui a dois anos os carros zero quilômetro terão de sair de fábrica com dispositivos antifurto de rastreamento e bloqueio remoto. A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada ontem, configura-se venda casada, prática condenada pelo Código de Defesa do Consumidor, já que caberá ao dono do carro contratar e manter o serviço de rastreamento. A Volkswagen manteve como item de série, por três meses e depois suspendeu, no mês de junho, a instalação do sistema de rastreamento em todos os veículos fabricados no país.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h28
Obrigação
É incrível a capacidade que as Agências Reguladoras têm de tentar faturar como benesses ao consumidor questões que já deveriam ser atendidas se o Código de Defesa do Consumidor (CDC) fosse cumprido pelas operadoras. Agora mesmo a Anatel anunciou com estardalhaço alterações na telefonia celular, e que ainda vigorarão daqui há seis meses, prevendo direitos dos usuários previstos no CDC. Como a obrigação de devolver, em dobro e com juros, valores cobrados indevidamente. As empresas não poderão mais extinguir créditos de celular pré-pago depois do vencimento do cartão. Não é mais do que a obrigação. Mas continua autorizado o prazo de fidelização, vinculado ao subsídio do aparelho. Nesse caso o consumidor só poderá mudar de empresa caso pague o preço do aparelho celular.Escrito por Maria Inês Dolci às 09h59
Dor de cabeça com TV paga
Já não era sem tempo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anuncia que vai endurecer com as empresas prestadoras de serviço de televisão por assinatura. Cobrança indevida de serviços, falhas no atendimento prestado via telefone e no reparo de defeitos, interrupção freqüente de sinal, demora na instalação dos equipamentos e na prestação de assistência técnica, assim como bloqueio de canais contratados, além do excesso de comerciais e reprises. Problemas não faltam. O número de queixas só faz crescer nas entidades de defesa do consumidor.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h37
