Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Lambança digital

O conversor que habilitará as tvs analógicas a receber programação digital no Brasil custará cerca de R$ 800,00. Sim, essa é a estimativa dos fabricantes Philips e Semp Toshiba. Na Europa, segundo texto publicado no portal EXAME, o custo varia entre 60 e 90 euros (R$ 153 a R$ 230), enquanto no Japão, em torno de US$ 75 (R$ 143). Por que tal discrepância de preços? Por que nosso conversor (set top box) será "o mais avançado do mundo", explicam os fabricantes, que querem incentivos fiscais para reduzir essa mordida. Alô ministro Hélio Costa: vai ficar assim mesmo, é? E sem interatividade no início das operações, razão pela qual teria sido escolhido o modelo japonês? Uma verdadeira 'lambança digital'.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h08

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Patrulheiros

Muito interessante: várias mensagens, em resposta à nota "Democracia ou bagunça?", esgrimiam um brilhante argumento. O de que só critico o PT porque apóio o partido do governador de São Paulo. A velha patrulha ideológica não morreu, vejam só. E os patrulheiros de hoje continuam sem enxergar os absurdos que cometem seus correligionários no poder. Há coisas que não mudam, mesmo. Continuo ao lado dos milhões que ficaram sem metrô hoje, a maioria de baixa renda. Eles não devem pagar pela antecipação da campanha eleitoral para a sucessão do presidente Lula.

Escrito por Maria Inês Dolci às 13h42

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Democracia ou bagunça?

Milhões de paulistanos estão sofrendo hoje, porque uma ínfima parte da população resolveu entrar em greve, em assembléia realizada ontem à noite. Os metroviários queriam um reajuste de 13,38%, embora a inflação anualizada esteja em torno de 3%. Como são ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, é óbvia a motivação política. Leia-se, desgastar o governador José Serra, do PSDB. O que a população tem a ver com essa sopa de letrinhas de partidos políticos? Nada. Mas é assim que as coisas funcionam (não funcionam), no Brasil. Agora, dizem que tudo voltará, aos poucos, ao normal, após reunião da categoria com o secretário estadual dos Transportes, José Luiz Portella. Normal? A normalidade, hoje em dia, é o desrespeito absoluto aos direitos da maioria. Democracia não é sinônimo de bagunça.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h47

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Maria Antonieta

A afirmação da ministra do Turismo, Marta Suplicy, de que os passageiros nos aeroportos devem “relaxar e gozar”, diante do caos aéreo, foi um ato falho. Essa é a visão do governo Lula. Isso fica claro porque nada fizeram para resolver o problema nesses nove meses. A propósito, a ministra comparou a felicidade de chegar ao destino com o parto: a mãe sofre, mas fica feliz com o nascimento do filho. Não há parto algum para solucionar essa crise. Estranho que ela não tenha sugerido, como Maria Antonieta moderna, que quem não consiga voar, vá a pé.

Escrito por Maria Inês Dolci às 06h10

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Leite:o vilão da vez

Em período de estabilidade de preços é assustador ver quanto subiu o leite nas últimas semanas. Efeito do outono mais frio dos últimos anos, que queimou as pastagens, o reajuste médio foi em torno de 10%. A alta já reflete nos índices de inflação. Por mais que seja efeito da sazonalidade, tendo em vista que é um produto de consumo obrigatório nas famílias com crianças, principalmente, o governo deveria ter um sistema de estoque regulador  de leite em pó para evitar sustos e peso no bolso do consumidor. Afinal ,apenas está começando a  entressafra, quando as pastagens perdem nutrientes e as vacas, por conseqüência, produzem menos.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h35

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Cheque perde terreno

Carnês, cartões de crédito, de débito e de lojas estão roubando o espaço do cheque no comércio. Também pudera os bancos hoje cobram tarifas salgadas pela emissão de cada folha. O correntista paga ao emitir cheque de baixo valor, por passar cheque de valor elevado, e por aí afora. No ano passado, as transações com cartões de crédito somaram 1,99 bilhão e superaram o volume de cheques compensados, que foi de 1,71 bilhão.Os pagamentos com cartões de débito e crédito ultrapassaram 3,6 bilhões. O cartão é aceito até em barraca de feira e em camelô. O crescimento só não é maior por causa das altas taxas de administração cobradas dos lojistas, muitos dos quais se recusam a trabalhar com cartões.

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h03

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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