Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Conta detalhada já

Nos locais onde já foi feita a conversão de pulso para minuto na telefonia fixa, no Estado de São Paulo, a Telefônica informou que apenas 5% optaram pelo plano alternativo obrigatório, indicado para quem fala mais ao telefone ou usa a internet discada. Não se trata de uma decisão consciente. Na verdade como a adesão ao plano básico é automática se o consumidor não se manifestar,  foi isto que ocorreu. Sem a conta detalhada fica difícil o consumidor avaliar seu perfil e fazer a escolha. Por isso, é fundamental pedir para receber a conta detalhada e, se for o caso, mudar de plano conforme a necessidade. Saiba que as empresas dificultam na hora do consumidor pedir o detalhamento, mas é fundamental insistir no pedido, afinal é um direito.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h01

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Free só na propaganda

Como você classificaria a propaganda de um cartão de crédito que diz não ter nenhuma taxa, nenhuma tarifa, nenhuma anuidade, e daí descobrir que te cobrarão R$ 8,90 por mês caso você não use naquele período? Para mim que trabalho com defesa do consumidor se caracteriza como propaganda enganosa. Afinal, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a publicidade deve ser feita de forma clara e  precisa. O CDC define como enganosa aquela propaganda que contém informações falsas sobre o produto ou serviço, no que diz respeito às características, quantidade, preço, propriedades ou quando omitir dados essenciais. A informação no rodapé da tela da TV diz, quando é exibido o cartão Santander Free :  é só usar todo mês. No site  do banco essa informação está bem escondida.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h55

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Pedágio nas alturas

Não é possível que tudo continue aumentando acima da inflação exceto o salário. Agora é a tarifa do pedágio nas rodovias administradas por concessionárias em São Paulo.Numa das praças de pedágio o reajuste será de 26,31%, com a desculpa de que houve duplicação num trecho de 12 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares. Pedágio não é só para quem usa a estrada. Esse custo será repassado para os produtos com reflexo no custo de vida, afinal o escoamento da produção industrial  e agrícola tem que passar por alguns dos 77 pedágios do Estado. Para uma inflação média de 3 a 4% (dependendo do índice), os pedágios aumentarão em média 5%. Também quem não quiser arriscar viagem aérea nas férias e optar em ir de carro tem que preparar o bolso.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h33

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Endividado para comer

É preocupante saber que os gastos com alimentação têm contribuído para aumentar o endividamento do consumidor. Foi o que apontou a pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Ao questionar o tipo de despesa que mais afetou as dívidas atuais 17% dos consumidores paulistanos atribuíram aos gastos com alimentação. Já vestuário (16%) e veículos (12%) foram outras despesas que comprometeram o orçamento. O índice de endividamento dos paulistanos voltou a subir em junho, para 62%. A situação tende a piorar com o preço do leite aumentando dia-a-dia porque além da entressafra os produtores estão preferindo exportar, e há previsão de alta para a farinha de trigo. Nesse ritmo o brasileiro terá que emprestar cada dia mais para comer.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h50

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Irresponsabilidade

A inclusão indevida do nome de uma criança no SPC, divulgada semana passada, comprova a irresponsabilidade das empresas ao enviar informações erradas para os cadastros de inadimplentes. Alguém usou fraudulentamente o nome e número de documentos da criança para a compra de uma linha telefônica, cujas contas não foram pagas. Pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o contrato é nulo por se tratar de um menor de idade. Apesar da lei obrigar a informação prévia sobre a inclusão no cadastro, muito consumidor só descobre quando vai fazer alguma compra parcelada, e passa pelo constrangimento da desaprovação do crédito. É um absurdo. Por isso sou contra, inclusive, ao cadastro positivo alardeado pelo governo.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h11

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Febeapá do governo

O saudoso Estanislau Ponte Preta deve estar rindo do céu. Décadas após, os ministros do governo Lula parodiaram o livro “Febeapá , festival de besteiras que assola o País”. Depois do “relaxa e goza” da ministra Marta Suplicy, chegou a vez do ministro Guido Mantega. Em lugar de atuar para redução das altas tarifas bancárias fez brilhante análise sobe a crise aérea: “é a prosperidade do país, mais gente viajando.” Provalmente se referisse à prosperidade de alguns segmentos beneficiados pela atual política econômica. Parabéns , ministro!

Escrito por Maria Inês Dolci às 06h50

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Sem chance

Ficou claro, ontem, que quem manda na política econômica do País é o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. E que não temos chance de que as tarifas bancárias sejam reduzidas, assim como devem continuar sem controle a criação de outras, como os bancos são pródigos em fazer. Isso ficou claro na discussão na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados sobre o custo elevado das tarifas quando o ministro Guido Mantega e Meirelles trocaram farpas.Como se fosse fácil trocar de banco em busca de tarifa menor.

Escrito por Maria Inês Dolci às 07h21

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Melhor onde?

O melhor período da história do Brasil, como disse recentemente o presidente Lula, talvez não possa ser visto nos aeroportos brasileiros. O caos já foge a considerações sobre direito do consumidor. Com a insegurança alardeada constantemente, os aeroportos viraram questão de direitos humanos. Uma das dirigentes do Sindicato dos Aeronautas deu entrevista dizendo que agora só viaja de ônibus ou carro. Até quando, nós consumidores teremos que conviver com esta situação?

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h16

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Maldosa era a proposta

O senador Raupp diz que eu fui maldosa em meu artigo de hoje na Folha, cujo título é "Robin Hood do avesso". Maldade é o que se pretendia fazer com o consumidor caso tal proposta avançasse! Por mais que tenha havido pedido de retirada do projeto, ele continua em tramitação e continuaremos alerta para sua rejeição definitiva!

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h28

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Deus nos livre

É incrível a justificativa do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), ao tentar excluir os bancos da aplicação do Código de Defesa do Consumidor: o projeto PLS, de número 143/06, visa, segundo ele, “proteger os consumidores, diretamente e por meio de ganhos de eficiência na economia brasileira.” Deus nos proteja de quem queira nos proteger assim. Vamos entupir as caixas de mensagens dos senadores para evitar que ressuscitem mais uma tentativa dos bancos em se livrar do CDC. Para enviar seu protesto acesse http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h55

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Lambança digital

O conversor que habilitará as tvs analógicas a receber programação digital no Brasil custará cerca de R$ 800,00. Sim, essa é a estimativa dos fabricantes Philips e Semp Toshiba. Na Europa, segundo texto publicado no portal EXAME, o custo varia entre 60 e 90 euros (R$ 153 a R$ 230), enquanto no Japão, em torno de US$ 75 (R$ 143). Por que tal discrepância de preços? Por que nosso conversor (set top box) será "o mais avançado do mundo", explicam os fabricantes, que querem incentivos fiscais para reduzir essa mordida. Alô ministro Hélio Costa: vai ficar assim mesmo, é? E sem interatividade no início das operações, razão pela qual teria sido escolhido o modelo japonês? Uma verdadeira 'lambança digital'.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h08

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Patrulheiros

Muito interessante: várias mensagens, em resposta à nota "Democracia ou bagunça?", esgrimiam um brilhante argumento. O de que só critico o PT porque apóio o partido do governador de São Paulo. A velha patrulha ideológica não morreu, vejam só. E os patrulheiros de hoje continuam sem enxergar os absurdos que cometem seus correligionários no poder. Há coisas que não mudam, mesmo. Continuo ao lado dos milhões que ficaram sem metrô hoje, a maioria de baixa renda. Eles não devem pagar pela antecipação da campanha eleitoral para a sucessão do presidente Lula.

Escrito por Maria Inês Dolci às 13h42

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Democracia ou bagunça?

Milhões de paulistanos estão sofrendo hoje, porque uma ínfima parte da população resolveu entrar em greve, em assembléia realizada ontem à noite. Os metroviários queriam um reajuste de 13,38%, embora a inflação anualizada esteja em torno de 3%. Como são ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, é óbvia a motivação política. Leia-se, desgastar o governador José Serra, do PSDB. O que a população tem a ver com essa sopa de letrinhas de partidos políticos? Nada. Mas é assim que as coisas funcionam (não funcionam), no Brasil. Agora, dizem que tudo voltará, aos poucos, ao normal, após reunião da categoria com o secretário estadual dos Transportes, José Luiz Portella. Normal? A normalidade, hoje em dia, é o desrespeito absoluto aos direitos da maioria. Democracia não é sinônimo de bagunça.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h47

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Maria Antonieta

A afirmação da ministra do Turismo, Marta Suplicy, de que os passageiros nos aeroportos devem “relaxar e gozar”, diante do caos aéreo, foi um ato falho. Essa é a visão do governo Lula. Isso fica claro porque nada fizeram para resolver o problema nesses nove meses. A propósito, a ministra comparou a felicidade de chegar ao destino com o parto: a mãe sofre, mas fica feliz com o nascimento do filho. Não há parto algum para solucionar essa crise. Estranho que ela não tenha sugerido, como Maria Antonieta moderna, que quem não consiga voar, vá a pé.

Escrito por Maria Inês Dolci às 06h10

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Leite:o vilão da vez

Em período de estabilidade de preços é assustador ver quanto subiu o leite nas últimas semanas. Efeito do outono mais frio dos últimos anos, que queimou as pastagens, o reajuste médio foi em torno de 10%. A alta já reflete nos índices de inflação. Por mais que seja efeito da sazonalidade, tendo em vista que é um produto de consumo obrigatório nas famílias com crianças, principalmente, o governo deveria ter um sistema de estoque regulador  de leite em pó para evitar sustos e peso no bolso do consumidor. Afinal ,apenas está começando a  entressafra, quando as pastagens perdem nutrientes e as vacas, por conseqüência, produzem menos.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h35

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Cheque perde terreno

Carnês, cartões de crédito, de débito e de lojas estão roubando o espaço do cheque no comércio. Também pudera os bancos hoje cobram tarifas salgadas pela emissão de cada folha. O correntista paga ao emitir cheque de baixo valor, por passar cheque de valor elevado, e por aí afora. No ano passado, as transações com cartões de crédito somaram 1,99 bilhão e superaram o volume de cheques compensados, que foi de 1,71 bilhão.Os pagamentos com cartões de débito e crédito ultrapassaram 3,6 bilhões. O cartão é aceito até em barraca de feira e em camelô. O crescimento só não é maior por causa das altas taxas de administração cobradas dos lojistas, muitos dos quais se recusam a trabalhar com cartões.

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h03

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Saúde mais cara

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,76% o reajuste anual para os planos de saúde considerados novos, os contratados por pessoas físicas a partir de 1º de janeiro de 1999 (planos novos) e para os planos adaptados à Lei 9.656/98. Quem teve tal índice de reajuste no salário no último ano? Tudo bem que as empresas esperassem entre 8% e 9%, mas está bem acima de qualquer dos índices de inflação do ano. E como todos se recordam os aposentados que ganham acima do salário mínimo tiveram reposição de 3,3% este ano. Cada vez os planos de saúde pesam mais no bolso.

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h37

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E a interatividade?

O maior argumento quando da escolha do  padrão japonês para a TV digital brasileira foi a interatividade permitida pelo sistema. No entanto, já se sabe que a estréia  no final do ano, será sem essa possibilidade. Não vejo a hora de poder a partir de um mecanismo ter mais recursos ao assistir televisão. Mas os receptores têm que realmente funcionar. E como ficarão os custos dos conversores para acoplar nos aparelhos atuais?

Escrito por Maria Inês Dolci às 15h29

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Saúde na berlinda

Esta semana a Agência Nacional de Saúde promete anunciar o índice de reajuste anual dos contratos individuais dos planos de saúde. O valor será decisivo para a classe média decidir se terá que apertar ainda mais o orçamento familiar ou, pior ainda, se não terá mais como manter o conforto de contar com uma assistência médica privada.Não tem porque reajustar acima da inflação como desejam as operadoras.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h43

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Tempos diferentes

Para quem vai às compras, e ainda não sente no bolso o dólar mais baixo, os comerciantes têm a resposta na ponta da língua: ainda há muitos estoques e contratos negociados com um dólar mais alto e, assim, o repasse não é imediato. Já quando a cotação sobe, o reflexo nos preços é na hora.  Não há dúvida de que o aumento das importações ajuda a controlar ainda mais a inflação, melhorando o nosso poder de compra. Mas os setores que sofrem a concorrência dos importados estão demitindo e fechando as portas.

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h07

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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