Fraudes nos postos
Com todos essas fraudes com combustível adulterado que têm sido constatadas em postos fica até difícil orientar quanto a medidas preventivas que possamos tomar antes de abastecer o carro. Um dica é procurar sempre o mesmo posto, exigindo a nota fiscal. Assim, você pode garantir o conhecimento da origem do combustível e saberá qual denunciar, caso o motor do carro comece a ratear.Verifique a bandeira do posto. Observe também se a marca da bomba corresponde à da distribuidora que abastece o estabelecimento. Como vimos com as prisões feitas em postos de São Paulo ,nem mesmo o teste da "proveta", que verifica o excesso de álcool na gasolina é confiável. Esse teste é obrigatório, mas os postos inventaram mil e uma desculpas para não fazê-lo.Se há suspeita de adulteração, com a adição de substâncias diferente ou acima das especificações permitidas, denuncie à Agência Nacional de Petróleo (ANP) pelo 0800-900267.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h55
Onda de fusões
No meu artigo de hoje na Folha eu alerto para os riscos para o consumidor com essa onda de fusões no mercado. Quem detém mais da metade de um mercado isoladamente, ou por meio de associações com concorrentes -os cartéis-, manda.É por isso que monopólios (em que só um controla o mercado), oligopólios (em que poucos controlam) e cartéis são (ou eram) palavrões no capitalismo. O livre-mercado, de verdade, não coabita com meia dúzia de empresas que ditem as regras da oferta e da procura. Sabemos que para nós consumidores, é uma lástima (e uma ameaça) ter poucas opções na hora de comprar a passagem aérea, de alugar um filme, de fazer supermercado, de abastecer o carro, de dar um telefonema ou de manter o plano de saúde. É um negócio muito bom para quem se apodera do mercado. Nada bom para nós, em preços, na qualidade dos serviços e na oferta de produtos em segmentos, modalidades ou locais que não interessem aos empresários monopolistas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h54
Corrida contra o tempo
Com a morosidade da Justiça e sua nem sempre imparcialidade o poupador precisa pensar duas vezes antes de contratar advogado para recuperar as perdas da poupança referentes ao Plano Bresser, no caso de quem tinha caderneta de poupança em Julho de 1987. Se o valor a recuperar for significativo até vale o desgaste, mas se prepare para enfrentar a má vontade dos bancos em fornecer os extratos referentes ao período. Apesar de cobrar pela emissão dos documentos os bancos estão demorando a enviar ou até se negando a fornecê-los, obrigando recurso à Justiça. É uma corrida contra o tempo, pois o prazo para pedir a correção vence dia 31.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h36
