Concentração perigosa
Quem tem plano de saúde individual está com a pulga atrás da orelha, como se diz. É um tal de concentração do mercado que preocupa. No final do ano passado, a Porto Seguro vendeu a carteira de seguros-saúde à Amil. Agora, a Amil anuncia a compra da carteira da Blue Life. Com mais essa carteira de 150 mil associados e o Hospital Santa Bárbara, em São Paulo, a empresa passa a se consolidar como a maior de Medicina de Grupo do País, com cerca de 2,1 milhões de associados. Recentemente também a Amesp foi comprada pela Medial. Com a redução de opção no mercado o consumidor fica sujeito a um serviço de qualidade duvidosa e preços cada vez maiores. A Agência Nacional de Saúde (ANS) precisa ficar alerta e agir para que o consumidor não se veja obrigado a recorrer ao SUS.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h43
Em banho-maia
Ainda bem que o governo desistiu da idéia de editar medida provisória (MP) para regulamentar o cadastro positivo e vai esperar a aprovação de projeto de lei que já tramita no Congresso. A regulamentação de um cadastro dos bons pagadores leva a uma situação discriminatória. O sistema financeiro já tem as ferramentas necessárias para distinguir os consumidores. Se o nome não está no Serviço de Proteção ao Crédito ou no Serasa, é porque ele não tem problemas de inadimplência. O cadastro positivo, alardeado como panacéia para baixar os juros funcionará, na prática, como mais um funil pelo qual passarão ainda menos consumidores. Ele representa uma espécie de seguro para quem concede empréstimos, mas o problema é que o consumidor não tem acesso ao que consta em seu cadastro.Pode ser discriminado até por informação errada sobre ele.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h07
Alívio a conta gotas
O efeito da queda do dólar no bolso do consumidor não é tão rápido como nos casos de elevação da cotação quando os preços dos produtos sobem de imediato. Produtos derivados do trigo importado caíram de preço recentemente? E o combustível? Mas as quinquilharias chinesas entopem as lojas de comércio popular.Está certo que eletroeletreletrônicos, alimentos e turismo no exterior também estão mais atrativos com o real forte. Mas não podemos esquecer que a redução da competitividade das empresas aéreas desde a saída da Varig do mercado as passagens aéreas para o exterior encareceram, assim como os assentos diminuiram, dando mais trabalho para planejar as férias fora do País.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h33
Sem saída
Com o achatamento da renda a classe média está se obrigando a substituir os planos de saúde mais completos por outros mais em conta. A situação deve piorar com o reajuste anual dos planos individuais que está para ser anunciado pela Agência Nacional de Saúde. É um absurdo o brasileiro ter que desembolsar cada vez mais por um serviço que deixa a desejar, mas como saúde não se brinca, as famílias acabam sacrificando o orçamento, já que com o SUS não dá para contar. O governo não pode ceder à pressão das empresas que, como sempre, querem o triplo da inflação do período, ou muita gente pode ficar sem a cobertura privada sobrecarregando um sistema público que não funciona.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h26
Lucros, novamente
De volta aos lucros bilionários dos bancos. O Banco Itaú lucrou R$ 1,9 bilhão, no primeiro trimestre de 2007, 30% a mais do que em igual período de 2006. O Bradesco, R$ 1,7 bilhão, 11,4% a mais do que no primeiro trimestre do ano passado. O que isso significa para os correntistas? Primeiramente, que os bancos deveriam reduzir tarifas e juros de financiamento. E investir mais em pessoal, para melhorar o atendimento, diminuir as filas etc. Alguém acredita que os banqueiros adotem algumas dessas sugestões? Eles jamais aceitaram o Código de Defesa do Consumidor, o que já diz muito sobre os banqueiros.
Escrito por Maria Inês Dolci às 23h02
