Polêmica continua
Ainda não foi desta vez que o senador Eduardo Azeredo conseguiu aprovar o polêmico projeto substitutivo que disciplina o uso da Internet. Há um saudável movimento para que o assunto seja debatido em audiência pública, afinal, tema tão importante, envolvendo princípios básicos de liberdade de comunicação, não pode ser aprovado a toque-de-caixa. Algumas partes polêmicas do projeto foram alteradas na nova versão, e não se prevê mais que os usuários da Internet tenham que preencher um cadastro eletrônico para acessá-la. Mas permanece a obrigação dos provedores denunciarem à polícia indícios de práticas criminosas que ocorram em suas redes. E é previsto amparo legal para que profissionais habilitados de segurança da informação interceptem dados ou invadam redes se alegarem legítima defesa. Aí está o perigo!
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h57
Propina e pena de morte
Por aceitar propinas para liberar a produção de alimentos que colocam em risco a vida do consumidor, Zheng Xiaoyu, ex-diretor da agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios na China foi condenado à morte em julgamento realizado nesta terça-feira, em Pequim.De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua ele poderá recorrer e obter a prisão perpétua. Que diferença !!!!!!!!!!!!! Longe de mim defender penas tão radicais. Mas se aqui fossem tomadas medidas efetivas de punição quando há casos de corrupção, ela não teria se generalizado, e se banalizado, como vemos todo dia na mídia.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h52
Despreparadas
Muitas empresas ainda não acordaram para a importância de responder com agilidade ao consumidor que envia um e-mail com sua queixa ou sugestão. Cerca de 40% delas não responderam as mensagens enviadas por pesquisadores do Instituto GFK Indicator, na avaliação das formas de atendimento ao cliente. Ou mudam essa postura ou vão perder espaço para concorrentes que estejam mais “antenadas” à evolução do mercado. Você já se sentiu ignorado ao reclamar por e-mail? Para se garantir sempre é bom se valer dos diferentes meios para formalizar a reclamação: telefone, e-mail, carta, queixa na imprensa, e tudo que estiver ao seu alcance para colocar a "boca no trombone" na busca de seus direitos.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h14
Fraudes nos postos
Com todos essas fraudes com combustível adulterado que têm sido constatadas em postos fica até difícil orientar quanto a medidas preventivas que possamos tomar antes de abastecer o carro. Um dica é procurar sempre o mesmo posto, exigindo a nota fiscal. Assim, você pode garantir o conhecimento da origem do combustível e saberá qual denunciar, caso o motor do carro comece a ratear.Verifique a bandeira do posto. Observe também se a marca da bomba corresponde à da distribuidora que abastece o estabelecimento. Como vimos com as prisões feitas em postos de São Paulo ,nem mesmo o teste da "proveta", que verifica o excesso de álcool na gasolina é confiável. Esse teste é obrigatório, mas os postos inventaram mil e uma desculpas para não fazê-lo.Se há suspeita de adulteração, com a adição de substâncias diferente ou acima das especificações permitidas, denuncie à Agência Nacional de Petróleo (ANP) pelo 0800-900267.
Escrito por Maria Inês Dolci às 15h55
Onda de fusões
No meu artigo de hoje na Folha eu alerto para os riscos para o consumidor com essa onda de fusões no mercado. Quem detém mais da metade de um mercado isoladamente, ou por meio de associações com concorrentes -os cartéis-, manda.É por isso que monopólios (em que só um controla o mercado), oligopólios (em que poucos controlam) e cartéis são (ou eram) palavrões no capitalismo. O livre-mercado, de verdade, não coabita com meia dúzia de empresas que ditem as regras da oferta e da procura. Sabemos que para nós consumidores, é uma lástima (e uma ameaça) ter poucas opções na hora de comprar a passagem aérea, de alugar um filme, de fazer supermercado, de abastecer o carro, de dar um telefonema ou de manter o plano de saúde. É um negócio muito bom para quem se apodera do mercado. Nada bom para nós, em preços, na qualidade dos serviços e na oferta de produtos em segmentos, modalidades ou locais que não interessem aos empresários monopolistas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h54
Corrida contra o tempo
Com a morosidade da Justiça e sua nem sempre imparcialidade o poupador precisa pensar duas vezes antes de contratar advogado para recuperar as perdas da poupança referentes ao Plano Bresser, no caso de quem tinha caderneta de poupança em Julho de 1987. Se o valor a recuperar for significativo até vale o desgaste, mas se prepare para enfrentar a má vontade dos bancos em fornecer os extratos referentes ao período. Apesar de cobrar pela emissão dos documentos os bancos estão demorando a enviar ou até se negando a fornecê-los, obrigando recurso à Justiça. É uma corrida contra o tempo, pois o prazo para pedir a correção vence dia 31.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h36
Concentração perigosa
Quem tem plano de saúde individual está com a pulga atrás da orelha, como se diz. É um tal de concentração do mercado que preocupa. No final do ano passado, a Porto Seguro vendeu a carteira de seguros-saúde à Amil. Agora, a Amil anuncia a compra da carteira da Blue Life. Com mais essa carteira de 150 mil associados e o Hospital Santa Bárbara, em São Paulo, a empresa passa a se consolidar como a maior de Medicina de Grupo do País, com cerca de 2,1 milhões de associados. Recentemente também a Amesp foi comprada pela Medial. Com a redução de opção no mercado o consumidor fica sujeito a um serviço de qualidade duvidosa e preços cada vez maiores. A Agência Nacional de Saúde (ANS) precisa ficar alerta e agir para que o consumidor não se veja obrigado a recorrer ao SUS.
Escrito por Maria Inês Dolci às 16h43
Em banho-maia
Ainda bem que o governo desistiu da idéia de editar medida provisória (MP) para regulamentar o cadastro positivo e vai esperar a aprovação de projeto de lei que já tramita no Congresso. A regulamentação de um cadastro dos bons pagadores leva a uma situação discriminatória. O sistema financeiro já tem as ferramentas necessárias para distinguir os consumidores. Se o nome não está no Serviço de Proteção ao Crédito ou no Serasa, é porque ele não tem problemas de inadimplência. O cadastro positivo, alardeado como panacéia para baixar os juros funcionará, na prática, como mais um funil pelo qual passarão ainda menos consumidores. Ele representa uma espécie de seguro para quem concede empréstimos, mas o problema é que o consumidor não tem acesso ao que consta em seu cadastro.Pode ser discriminado até por informação errada sobre ele.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h07
Alívio a conta gotas
O efeito da queda do dólar no bolso do consumidor não é tão rápido como nos casos de elevação da cotação quando os preços dos produtos sobem de imediato. Produtos derivados do trigo importado caíram de preço recentemente? E o combustível? Mas as quinquilharias chinesas entopem as lojas de comércio popular.Está certo que eletroeletreletrônicos, alimentos e turismo no exterior também estão mais atrativos com o real forte. Mas não podemos esquecer que a redução da competitividade das empresas aéreas desde a saída da Varig do mercado as passagens aéreas para o exterior encareceram, assim como os assentos diminuiram, dando mais trabalho para planejar as férias fora do País.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h33
Sem saída
Com o achatamento da renda a classe média está se obrigando a substituir os planos de saúde mais completos por outros mais em conta. A situação deve piorar com o reajuste anual dos planos individuais que está para ser anunciado pela Agência Nacional de Saúde. É um absurdo o brasileiro ter que desembolsar cada vez mais por um serviço que deixa a desejar, mas como saúde não se brinca, as famílias acabam sacrificando o orçamento, já que com o SUS não dá para contar. O governo não pode ceder à pressão das empresas que, como sempre, querem o triplo da inflação do período, ou muita gente pode ficar sem a cobertura privada sobrecarregando um sistema público que não funciona.
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h26
Lucros, novamente
De volta aos lucros bilionários dos bancos. O Banco Itaú lucrou R$ 1,9 bilhão, no primeiro trimestre de 2007, 30% a mais do que em igual período de 2006. O Bradesco, R$ 1,7 bilhão, 11,4% a mais do que no primeiro trimestre do ano passado. O que isso significa para os correntistas? Primeiramente, que os bancos deveriam reduzir tarifas e juros de financiamento. E investir mais em pessoal, para melhorar o atendimento, diminuir as filas etc. Alguém acredita que os banqueiros adotem algumas dessas sugestões? Eles jamais aceitaram o Código de Defesa do Consumidor, o que já diz muito sobre os banqueiros.
Escrito por Maria Inês Dolci às 23h02
Lucro às nossas custas
Vejam só, as tarifas bancárias foram o terceiro fator gerador do lucro astronômico do Bradesco. E do Itaú e outros não deve ser diferente. Também, com o beneplácito do Banco Central o sistema financeiro cobra cada vez mais dos clientes, cada dia usando novos artifícios para “garfar” mais os correntistas. E reajustam os valores acima da inflação. Você já deu uma conferida no seu extrato e viu tudo que passaram a cobrar? Na outra ponta, a inadimplênica da pessoa física continua elevada. É o triste retrato deste País!
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h31
Transtorno
O consumidor está sentindo na pele o reflexo da compra da Varig pela Gol. Há caso de quem comprou passagem com antecedência, para o exterior, ter sido informado pela Gol que tal vôo foi cancelado. Ao se queixar por ter sido remanejado para vôo da empresa em outro horário e data, foi encaixado em vôo da Varig, com a desculpa de que está havendo readequação da malha aérea. No dia da viagem, o consumidor terá que chegar duas horas antes, passar antes pelo check-in da Gol, preencher um formulário e depois ir para o da Varig. Além dos transtorno ainda terá que torcer para que não haja overbooking.
Escrito por Maria Inês Dolci às 13h52
Controle impulso consumista
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 42 milhões de famílias de todo o país sofrem de endividamento crônico.Com a aproximação do Dia das Mães, no próximo dia 13, muita gente que está inadimplente no comércio tenta regularizar suas pendências financeiras para voltar a consumir. Com isso, aumenta o risco de se endividar novamente por conta da compra do presente. Afinal, não é todo mundo que tem o dinheiro na mão para pagar à vista. É preciso resistir aos apelos do comércio nessa época. É fundamental controlar o impulso consumista. Há lojas que elevam os preços à vista dando a opção de pagamento parcelado como se fosse sem juros, fuja desse mico.Escrito por Maria Inês Dolci às 16h52
De mal a pior
Uma amostragem do que estamos sujeitos quando mandamos um equipamento para conserto numa assistência técnica é o resultado da avaliação feita pela PRO TESTE. Foi simulado um mesmo defeito para um forno de microondas e levado para conserto em 24 locais diferentes. Apesar de ser um simples fusível que custaria R$ 10 para a troca, teve 14 locais que cobraram valores altos, chegando a R$ 145. Cinco usaram fusíveis inadequados ou fizeram gambiarra, o que acarretaria risco à segurança, como curto-circuito. Dezenove assistências técnicas não entregaram nota fiscal válida, e oito descreveram na documentação um serviço diferente do que foi realizado. É preciso fiscalização para que o consumidor não continue ao Deus dará!
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h42
Dor de cabeça com celular
A dor de cabeça com defeitos em aparelho de telefone celular é o que mais tem gerado reclamação no Procon de São Paulo, este ano. Foi o item com o maior número de reclamações dentro da área de Produtos até agora. Produto que não funciona, bateria que não carrega ou perde a carga rapidamente; falta de abrangência ou cobertura da garantia, além da falta de peças de reposição, são o que mais atazanam o consumidor. Levados à assistência técnica autorizada, os consumidores acabam convivendo com outros problemas, como o defeito não ser sanado dentro dos 30 dias estipulados por lei, ou ter que retornar pouco tempo depois porque o aparelho volta a pifar. Cadê a indústria que não aprimora a qualidade dos produtos colocados no mercado?
Escrito por Maria Inês Dolci às 17h16
