Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Controle impulso consumista

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 42 milhões de famílias de todo o país sofrem de endividamento crônico.Com a aproximação do Dia das Mães, no próximo dia 13, muita gente que está inadimplente no comércio tenta regularizar suas pendências financeiras para voltar a consumir. Com isso, aumenta o risco de se endividar novamente  por conta da compra do presente. Afinal, não é todo mundo que tem o dinheiro na mão para pagar à vista. É preciso resistir aos apelos do comércio nessa época. É fundamental controlar o impulso consumista. Há lojas que elevam os preços à vista dando a opção de pagamento parcelado como se fosse sem juros, fuja desse mico.

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h52

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De mal a pior

Uma amostragem do que estamos sujeitos quando mandamos um equipamento para conserto numa assistência técnica é o resultado da avaliação feita pela PRO TESTE. Foi simulado um mesmo defeito para um forno de microondas e levado para conserto em 24 locais diferentes. Apesar de ser um simples fusível que custaria R$ 10 para a troca, teve 14 locais que cobraram valores altos, chegando a R$ 145. Cinco usaram fusíveis inadequados ou fizeram gambiarra, o que acarretaria risco à segurança, como curto-circuito. Dezenove assistências técnicas não entregaram nota fiscal válida, e oito descreveram na documentação um serviço diferente do que foi realizado. É preciso fiscalização para que o consumidor não continue ao Deus dará!

Escrito por Maria Inês Dolci às 14h42

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Dor de cabeça com celular

A dor de cabeça com defeitos em aparelho de telefone celular é o que mais tem gerado reclamação no Procon de São Paulo, este ano. Foi o item com o maior número de reclamações dentro da área de Produtos até agora. Produto que não funciona, bateria que não carrega ou perde a carga rapidamente; falta de abrangência ou cobertura da garantia, além da falta de peças de reposição, são o que mais atazanam o consumidor. Levados à assistência técnica autorizada, os consumidores acabam convivendo com outros problemas, como o defeito não ser sanado dentro dos 30 dias estipulados por lei, ou ter que retornar pouco tempo depois porque o aparelho volta a pifar. Cadê a indústria que não aprimora a qualidade dos produtos colocados no mercado?

Escrito por Maria Inês Dolci às 17h16

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Sem poder de barganha

Nosso poder de barganha como consumidor só tende a diminuir com a concentração bancária: Banco do Brasil, Itaú e Bradesco ficam com metade do dinheiro depositado no país, segundo levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating. Esse é um dos motivos pelos quais pagamos cada vez mais tarifas e com valores astronômicos. Finalmente o governo instaurou investigação para verificar se há abuso por parte das instituições na cobrança de tarifas e juros.

Escrito por Maria Inês Dolci às 07h57

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Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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