O motim
“Insurreição, organizada ou não, contra qualquer autoridade civil ou militar instituída, caracterizada por atos explícitos de desobediência, de não cumprimento de deveres, de desordem e geralmente acompanhada de levante de armas e de grande tumulto” (Houaiss). Parece alguma situação que todos nós conheçamos, e que já tenhamos enfrentado nos aeroportos brasileiros?
Pois é, por mais justas que sejam as reivindicações salariais e trabalhistas dos controladores de vôo (e há o são, em vários aspectos), foi isso que aconteceu nos aeroportos de todo o País, nas últimas horas. O governo Lula cedeu. O que significa isso? Que qualquer categoria de serviços essenciais já sabe qual é o caminho para ter reivindicações atendidas. Uma dica: recomendo o filme “The Caine Mutiny”, exibido no Brasil como “A Nave da Revolta“. Nesse filme, de 1954, o genial Humphrey Bogart interpreta o capitão Philip Francis Queeg. Há de tudo: um capitão enfraquecido por suas manias e estresse, um mar repleto de inimigos (era a Segunda Guerra Mundial) e uma tripulação que se revolta e impõem suas ordens. A vida imita a arte.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h04
Esperar para ver
O consumidor normalmente perde quando há fusão de empresas, pois a concentração de mercado aumenta o poder do setor para reajustar preços. Este é o temor da compra da Varig pela Gol. Já não basta a crise por que passa o setor aéreo, com os rotineiros atrasos e cancelamentos de vôos e, agora reduz-se a escolha do consumidor? Estes são os efeitos adversos da aquisição. Por outro lado, quem viaja para o exterior estava sofrendo as conseqüências dos cancelamentos de linhas internacionais da Varig. Com menor oferta, o consumidor estava sentindo no bolso a falta da empresa. Menos mal se com a compra da empresa realmente voltarem as rotas até então suspensas. É esperar para ver!Escrito por Maria Inês Dolci às 17h05
Exterminadores
O artigo publicado hoje na 'Folha de S.Paulo' provocou, de imediato, uma série de manifestações, a maioria, até agora, a favor da defesa que fizemos da classe média, perseguida e atacada pela sanha arrecadadora dos governos. O recente episódio dos PJs, as pessoas jurídicas que receberam uma 'pancada' na cabeça com o veto à emenda 3 da Super-Receita, é mais uma ação retrógrada, intervencionista, autoritária e contraproducente. Há muitos segmentos interessados em jogar no olho da rua os profissionais que atuam como PJs, não por opção, mas porque o mercado, após quase 15 anos de crescimento econômico pífio, não consegue bancar a fórmula do 1 + 1. Sim, para cada salário pago, o empregador desembolsa outro tanto, ou mais, em obrigações trabalhistas com o governo. Que, péssimo gestor - é só tentar viajar de avião no Brasil para entender isso! - pouco se importa com os trabalhadores, e sim com as estruturas que precisam da Consolidação das Leis Trabalhistas para sobreviver. Não é possível que aqueles que se dizem 'inimigos da precarização do trabalho', ou seja, de quem trabalha sem carteira assinada, não saibam que o registro em carteira não está morrendo por crueldade explícita, mas porque, hoje, não há inflação para mascarar gastos trabalhistas absurdos. O pior é que a indignação dos congressistas com o veto do Sr. Presidente parece estar amainando. É lamentável!
Escrito por Maria Inês Dolci às 19h16
Bloqueio do bluetooth
Diversos fóruns na Internet expressam o descontentamento de Clientes da Vivo com aparelhos da LG com a tecnologia bluetooth, pois só depois de adquirir o aparelho é que descobriram que essa função vem bloqueada pelo fabricante, por exigência da operadora. Para transferir arquivos de toque (campainhas) para o celular ou arquivos de imagem (papel de parede) é preciso baixá-los diretamente do site da Vivo, pagando as despesas de compra dos produtos e tráfego pela Internet. A Vivo alega que estes são programas desenvolvidos por parceiros e, por isso, são cobrados. A LG diz que as informações relativas às modalidades de uso do bluetooth constam no manual do aparelho. Não há dúvida quanto ao descumprimento do Código de Defesa do Consumidor, pois o usuário não tem sido avisado previamente das limitações de uso da tecnologia.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h43
Arapuca
O consumidor precisa ser cauteloso para não cair na sedução do comércio que está esticando cada vez mais os prazos de financiamento. Tudo bem que se compromete uma parcela menor da renda, mas é preciso avaliar que os juros cobrados no País ainda são os mais elevados do Planeta. Hoje já há financiamento de carro para pagamento em até seis anos, e de eletrodomésticos em até dois anos. Com a estabilidade econômica, as instituições financeiras têm mais interesse em dar mais prazo de financiamento. Cuidado com a arapuca!
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h17
