Consignado é o alvo
O ranking do Banco Central mostra que, no ano passado, as queixas contra os bancos subiram 50%, nos maiores, com mais de 1 milhão de clientes. Nos menores, o volume triplicou. Essa é a comprovação dos péssimos serviços dessa área relutante em atender os direitos dos consumidores. E o crédito consignado foi o que mais gerou reclamação. Lógico, é um negocião, - com parcelas descontadas em folha a risco zero -, mas só para as instituições financeiras. Milhões de aposentados se endividaram, talvez julgando que estivessem ampliando sua renda, e agora penam para pagar. Sem falar nos saques indevidos por meio das contratações fraudulentas do consignado, que já vitimaram centenas de idosos.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h24
Mais agilidade?
Conciliação para agilizar os acordos e desafogar a Justiça. Se conseguir viabilizar essa proposta o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo vai beneficiar o consumidor e pode colaborar para reverter o título de campeão em processos judiciais.Foi firmado um pacto do Tribunal com empresas e entidades de defesa do consumidor para tentar diminuir as enormes pilhas de processos encalhados nos fóruns do Estado. Pretende-se aumentar as audiências de conciliação extraprocessual e evitar a escalada das ações no País.O Projeto Estadual de Conciliação estimulará acordos fora do Judiciário, evitando que os processos se arrastem por anos na Justiça.E daí haverá maior agilidade? Torcemos que sim, e que seja uma forma de obtermos maior equilíbrio nas relações de consumo.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h31
Segunda classe, reaja!
Temos um Código de Defesa do Consumidor avançado que já completou 16 anos e, no entanto, o consumidor brasileiro ainda é discriminado, tratado como se fosse de segunda classe. A qualidade dos produtos vendidos para os brasileiros é inferior a do mercado externo, mesmo quando são feitos pelos mesmos fabricantes.
O triste é que isso ocorre não só na indústria automobilística, como comprovou um teste de colisão com carro brasileiro, como com alimentos, produtos de higiene e limpeza e eletroeletrônicos. Não podemos aceitar isso, temos que denunciar, reclamar.
Quando ligar para uma empresa e tiver que esperar na linha, por intermináveis minutos, grave e envie para o YouTube. Não compre nada de quem explore crianças, destrua o ambiente ou escravize trabalhadores.
Convide fabricantes de alimentos com gordura trans para almoçar pratos à base de gordura trans, é claro. Fique de olho em tudo o que os bancos fizerem, com a mesma tenacidade com que eles cobram dívidas corrigidas por taxas de juros estratosféricas e criam novas tarifas para alavancar seus lucros.
Não compre um produto só porque as prestações cabem no orçamento; compare preços e exija discriminação dos juros e de todas as taxas ocultas do crediário.
Não acredite, apóie, vote, nem recomende o voto em quem criar ou aumentar impostos, taxas, contribuições. E que se elege apenas para representar os interesses de grandes corporações contra os interesses da sociedade.
Além do consumidor também as entidades de defesa do consumidor precisam atuar para mudar esse quando, assim como o nosso nível de exigência. A Internet é a forma mais rápida e prática para denunciar essa discriminação. Faça sua parte! Afinal, 15 de Março é o Dia Internacional do Consumidor.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h37
Lucro bilionário
As definições de bancos como catedrais do lucro bilionário, lindo, leve, solto. E banqueiros como senhores do bem e do mal, aos quais todas as autoridades se curvam, respeitosamente estão mais do que nunca atuais. Basta ler a matéria da Folha de São Paulo de hoje, mostrando que, de 1996 para cá, a receita obtida com tarifas bancárias foi um dos itens que mais subiram, ajudando a impulsionar os ganhos do setor, com alta de 293% enquanto a inflação do período ficou em 92,7% e os gastos com salários variaram em 55%. Os bancos ganham cada vez mais com a cobrança de serviços inflando os lucros ano a ano. Quem tem menor poder de barganha paga mais pelas tarifas bancárias. Ou seja, quem tem aplicação, ou movimenta grande volume de recursos como as empresas, têm descontos e até isenção nas tarifas, enquanto o correntista com pouco dinheiro, paga e caro, pelos demais.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h18
