Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Canseira

Quando se anunciou a migração do sistema de cobrança de pulsos para minutos, que começa a ser implantada para a telefonia fixa foi alardeado que, finalmente, haveria transparência na cobrança, pois a conta seria detalhada. Pois agora, os consumidores que já optaram pelo plano básico ou alternativo, foram informados pelas operadoras que se quiserem receber a conta discriminando todas as chamadas, duração, datas etc serão obrigados a ligar todo mês fazendo a solicitação. Ah! E tem que ser cinco dias antes do vencimento, ok? Ou seja, mais um direito do consumidor  que vai pelo ralo. Querem se livrar do detalhamento pela canseira ao consumidor.Onde está a Anatel que permite uma coisa dessas? É demais! Quem ainda tem dúvidas sobre as opções para a telefonia fixa é mais vantajoso esperar que a conta venha automaticamente pelo plano básico (indicado para ligações curtas) e, após receber as primeiras contas detalhadas das ligações, fazer a troca para o plano alternativo, conforme o perfil de consumo, se for o caso.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h13

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Só se for prá valer.

A proposta do Banco Central de obrigar os bancos a criarem ouvidorias como se fosse a panacéia para todos os males que afligem os correntistas, precisa ser vista com cautela. Tão importante quanto criar canais para o cliente ser ouvido e atendido, e implantar mudanças, é o Banco Central criar um ambiente democrático de discussão com a sociedade, onde os consumidores também tenham voz, porque hoje infelizmente essa relação é desequilibrada em prol dos bancos. Basta ver as novas tarifas que se criam, e que o consumidor só descobre  que existe quando precisa daquele serviço do banco. O que não pode é criar ouvidoria só de fachada para atender a exigência. Não se  deve repetir o que se vê na área de seguro em que há ouvidoria funcionando apenas por caixa postal, o que é uma piada.Alguns grandes bancos dispõem de ouvidoria, atualmente, mas raramente o corrente fica sabendo.Tem que ser pra valer!

Escrito por Maria Inês Dolci às 07h25

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Melhor ou pior idade

No meu artigo hoje na Folha de S.Paulo lamento que o Estatuto do Idoso seja  um "PAC da Terceira Idade". Define o que os outros vão fazer, sem contrapartida do governo. Ser idoso no Brasil, hoje, lamentavelmente é  não ter como arcar com as despesas do plano de saúde, com os gastos elevados dos medicamentos de uso contínuo, aprender a conviver com orçamento apertado da aposentadoria, que impossibilita uma vida digna sem a ajuda dos familiares.  Se fôssemos um País que realmente  respeitasse os idosos aguardaríamos com menos apreensão esse período da vida em que há na fila especial para atendimento nos bancos e repartições do governo,  não se paga passagem nos ônibus, e se tem direito a meia-entrada no cinema e eventos culturais.

Escrito por Maria Inês Dolci às 06h31

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Sem pressa

Aguardar. Esta tem sido a orientação para os consumidores que estão em dúvida sobre o melhor plano para a telefonia fixa, a partir da mediação por minuto. Como atualmente ninguém recebe a conta detalhada, fica difícil determinar o perfil de consumo. Quem não optar ficará automaticamente com o plano básico, o que é  preferível, para esperar as primeiras contas  e, assim, monitorar o consumo. Mas não tem jeito é preciso racionalizar o uso, com chamadas mais curtas. Em qualquer plano, no básico ou no alternativo de oferta obrigatória, a conta vai ficar mais salgada para o bolso. É recomendável não cair na estratégia de marketing das empresas que estão  empurrando planos alternativos próprios, antes de vigorar  o de oferta obrigatória.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h51

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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