Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Mensalidade salgada

Os pais lamentam os gastos a mais nesse começo de ano,  afinal os salários quando muito tiveram a reposição do índice de inflação, já as escolas  particulares reajustaram as mensalidades em função do aumento de custos, em muitos casos superando 10% de reajuste. O indexador do setor não é a inflação, é a planilha de custos. O que pesa são os tributos, a folha de pagamento, as tarifas públicas, o aluguel, entre outras coisas, mas dificilmente  os pais têm acesso à planilha das escolas para entender os aumentos que pesam no orçamento familiar, junto com os livros e o restante do material escolar. Em compensação às mensalidades salgadas, os materiais escolares não ficaram mais caros em janeiro, segundo os dados da FGV. Em relação a dezembro, a queda foi de 1,09%. A disputa entre as papelarias puxou os preços para baixo.

Escrito por Maria Inês Dolci às 19h42

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Cartão maroto

Você já reparou que dificilmente os cartões eletrônicos dos bancos vêm sem a função cartão de crédito? Inadvertidamente o correntista pode na hora de pagar uma compra em débito direto na conta, acabar usando o crédito, e se obrigando depois a pagar a anuidade de um cartão que não solicitou. Os bancos marotamente estão liberando a função crédito dos cartões de débito sem a anuência dos correntistas. Essa estratégia  burla a proibição de mandar cartões para a casa dos clientes, sem solicitação. O consumidor tem o direito de denunciar o banco por essa prática, e exigir um cartão sem a tal função, mas se prepare para a dor de cabeça  de reclamar e aguardar o envio de outro. Os Procons podem autuar os bancos por essa prática, mas eles se defendem alegando que  basta ao cliente não ativar o cartão de crédito.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h03

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Harry Potter aéreo

Sempre fico surpresa – e indignada – quando vejo buracos sinalizados no trânsito, como se fossem obras do destino, sem solução. Bastaria tapá-los. Novamente, tenho essa sensação, ao ler nesse domingo que a Aeronáutica teme novo caos aéreo no Carnaval (‘Folha de S. Paulo'). Como se esse caos fosse provocado por um fenômeno climático ou sobrenatural, algo mais para Harry Potter do que para uma área comandada por várias siglas (além da Aeronáutica, Anac e Infraero). O caos começou em outubro, teve altos e baixos, mas todos percebemos que não foi, nem de longe, resolvido. O que podemos dizer aos consumidores em relação a isso? Lamentavelmente, apenas que evitem usar aviões, a menos que seja indispensável. Principalmente, em feriadões. Chegamos a esse ponto. E ainda tentam nos iludir com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), quando não conseguem nem controlar o transporte aéreo do Brasil.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h43

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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