Vilão,nós
A crise aérea mostra como os cidadãos tem errado pela omissão
"Somos todos crepúsculos", escreveu Guatarri, ao se debruçar sobre o
complexo tema das relações do individuo com a política e as esperanças de
mudança. Se estivesse analisando o atual apagão aéreo, poderia muito bem
concluir, de forma bem objetiva, que somos todos vilões. Por quê?
Nos últimos dois meses, tentou-se encontrar vilões de ocasião, ou vilões-
muletas: os controladores de vôo, a Aeronáutica, o governo e, agora, a TAM.
Sem dúvidas, vistos no calor dos acontecimentos, são os responsáveis
imediatados. Aqueles vilões, digamos assim, mais visíveis pelo caos dos
aeroportos. Mas, se olharmos mais criticamente, veremos que o País
comunica uma realidade bem mais profunda. O cidadão, com seu poder de
dizer não e de exigir atitude dos governantes, tem errado pela omissão. E
muito.
Não é de hoje que os aeroportos se tornaram regiões semi-incógnitas. Nada
ou quase nada funciona. As companhias ditam suas próprias leis. Atrasam.
Vendem passagens em excesso. Esperam que os aviões lotem para levantar
vôo. Os funcionários são despreparados para situações que fujam
minimamente à normalidade.
O governo, da sua parte, vinha fazendo de conta de que não existia problema
algum. Inclusive, usando a tática do avestruz, de enterrar a cabeça no solo,
para não ver que o monopólio no setor ia se fechando, se fechando, até
praticamente o cidadão ficar refém de apenas duas companhias. Na
sociedade moderna, os monopólios precisam ser desmontados sem
clemência pois eles são a origem de um sistema que perpetua o poder do
dinheiro. Ou seja, o poder do dinheiro pelo dinheiro.
Foi o que se viu com a venda excessiva de passagens, o chamado overbook.
Numa crise, as coisas não ditas comunicam mais do que aquelas que são
ditas. Pergunto: por que há muito as companhias, sabendo o que ia
acontecer, não se prepararam para atender prioritariamente o passageiro e
não se render ao modelo do lucro aparentemente fácil? Era óbvio que a
bomba relógio estava montada e iria explodir.
Não, o que se viu foi um show de insensibilidade e falta de atenção, até
mesmo para manter o passageiro informado. Agora, tudo mudou. O caos está
aí. Entretanto, cabe uma outra pergunta: vai durar até quando?
As companhias sentirão, ao longo do tempo, o peso de terem se guiado pela
política do dinheiro pelo dinheiro; a economia também. A França, por
exemplo, já retirou o Brasil dos seus roteiros turísticos. A Justiça está sendo
inundada de processos. O governo terá o seu quinhão de impactos negativos.
Resta saber como o cidadão irá reagir.
Ele precisa se organizar e protestar. Somos hoje uma grande sociedade de
massa, mas reagimos ainda como se vivêssemos no Brasil dos anos 40 e 50,
com pouca gente e um Estado que respondia por tudo. Aliás, vale lembrar,
com bem mais eficiência e visão de futuro que o Estado dos nossos dias.
A minha proposta concreta é pressionar. Partidos políticos, entidades
empresariais, entidades comunitárias, sindicatos, inclusive dos trabalhadores
em Aeroportos, deviam se mobilizar e protestar. Uma forma de bater duro é
orientar as pessoas para que, a partir de agora e até que a situação se
resolva, evitem viajar de avião. Orientação formal, com divulgação na mídia e
informe aos donos de companhias aéreas. Eles vão sentir no bolso. Vão se
ajoelhar e pedir perdão.
Outro caminho é pressionar para que o setor aéreo seja aberto às grandes
empresas internacionais no caso dos vôos internos. Por que o monopólio? Só
deve se estabelecer quem tem competência, não? Os partidos políticos
precisam agir. Onde estão os representantes legítimos da sociedade? O que
eles têm feito para enfrentar os problemas concretos de uma sociedade de
massa que não quer se mexer ou tem dificuldade para se organizar e fazer
mudar o Estado?
Precisamos constatar que não existe mágica. Toda a estrutura é
interdependente. A sociedade - leia-se do cidadão comum ao empresário, do
líder sindical aos políticos - todos precisam se somar para exercer um papel
diferenciador.
Mas nada disso será suficiente se não fizermos reformas, a começar pela do
Judiciário. Se a Justiça funcionar, as empresas terão de amadurecer. Pois se
erram pagam, e caro. Na situação atual, erra-se, pede-se desculpas e nada
acontece com a rapidez que deveria acontecer, porque os processos se
arrastam anos, perdidos nos labirintos da burocracia.
Os fatos são teimosos. Eles se repetem, ora em tragédia, ora em farsa, quase
sempre com os dois ingredientes misturados. No Brasil, hoje, está tudo
transparente. O apagão aéreo é apenas parte de um apagão maior que
envolve a segurança, a educação, a saúde e, breve, alcançará as
comunicações e a própria capacidade do Estado de gerir o país. E o que
temos discutido: a corrupção? os salários de autoridades? a retomada do
desenvolvimento, mas sem pensar em como serão distribuídos os frutos da
riqueza?
O perigo ao qual a sociedade se expõe é não perguntar: onde estamos
errando? O que fazer? Penso que soou o momento de refletir sobre a nossa
responsabilidade como vilão nessa história de estar sendo cúmplice
silencioso na montagem de um País inviável e revolver as estruturas
inconscientes da sociedade, reavaliando os diferentes papéis e fugindo da
crítica pela crítica.
Caso contrário, teremos um Brasil cada vez mais crepuscular, como uma
sucessão de apagões gerais até que venhamos a desaguar no apagão final.
Ou seja, a crise total, em que nada funciona e que vale apenas a lei da selva,
como nos primeiros anos da América colonial. Se olharmos bem,
decodificando as mensagens do apagão aéreo, veremos que o maior inimigo
não é o caos atual, mas a indiferença quanto à necessidade imperativa de
agir. Agir, agir, agir.
Artigo enviado por Francisco Viana jornalista, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a
divina arte da comunicação.
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h13
Ano-novo
O ano que termina pode ser avaliado sob dois aspectos. Um mais pessimista, marcado pela absolvição dos deputados mensaleiros e sanguessugas. Outro, mais otimista, resumido pela derrota do reajuste de 91% auto-concedido pelos deputados e senadores. Mas o que tais fatos políticos têm a ver com defesa do consumidor? Tudo, porque os direitos do consumidor foram estabelecidos e defendidos por meio de ação política. Cada ato do ser humano é político. Que em 2007 tenhamos coragem e determinação para fazer a boa política, a que derruba reajustes astronômicos a deputados e senadores, mas não a que cruza os braços enquanto mensaleiros são absolvidos. Feliz 2007!
Escrito por Maria Inês Dolci às 14h29
TAMgo
A ANAC, agência responsável (???) pelo transporte aéreo, agora anuncia aditoria na TAM. Interessante, é que o caos nos aerportos se arrasta desde outubro. Será que só agora a agência percebeu que seria importante fiscalizar a TAM? E nos outros feriadões, em que os aeroportos se transformaram em reservatórios de passageiros desrespeitados, sem direitos, sem explicações e sem governo? Pode ser que a TAM tenha falhado. Pode ser que a auditoria seja necessária. Mas, com certeza, fica claro que o governo federal não governa o transporte aéreo. O caos tem nome, digitais e RG: governo federal. Mas quem faz auditoria no governo federal?Escrito por Maria Inês Dolci às 16h26
Retrato do País
Os aeroportos voltaram a lotar, ontem, com os atrasos de vôos e o problema vai persistir, certamente, durante todo esse final de ano, como já era previsível. No entanto, a Justiça não viu urgência no pedido das entidades de defesa do consumidor e não concedeu liminar na ação civil pública para obrigar as empresas aéreas a cumprir o que determina o Código de Defesa do consumidor: garantir assistência aos passageiros durante o período de atraso com alimentação, transporte, custo de ligações telefônicas e hotel, além da informação adequada sobre os atrasos e cancelamentos de vôos. Foi confiança demais na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que havia garantido um dia antes tranqüilidade e normalidade nestes feriados. É o retrato do País.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h08
Catedrais do lucro
Caiu por terra a balela dos bancos de que os brasileiros pagam as mais elevadas taxas de juros do planeta por causa da taxa básica da economia (Selic). Apesar das seguidas reduções da Selic os juros cobrados pelos bancos para pessoas físicas e jurídicas subiram em novembro, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Entre as seis modalidades de crédito pesquisadas apenas a taxa do cartão de crédito permaneceu estável. O consumidor pagou taxa média de 7,48% ao mês em novembro. Por isso que no meu artigo da Folha de hoje, intitulado Dicionário de 2006, defini como Bancos – catedrais do lucro bilionário, lindo, leve, solto. E banqueiros - senhores do bem e do mal, aos quais todas as autoridades se curvam, respeitosamente.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h27
Telefonia celular de mal a pior
Vai de mal a pior um setor, como o de telefonia celular, que ocupa oito lugares numa lista de dez empresas mais reclamadas nos órgãos de defesa do consumidor no Brasil todo. E não se vê a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se mexer para mudar esse panorama. Operadoras e fabricantes de telefones celulares lideram as reclamações fundamentadas no ranking divulgado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça. Má prestação de serviço, cobranças indevidas e defeitos nos aparelhos são os principais problemas que atazanam a vida dos consumidores.
Escrito por Maria Inês Dolci às 12h31
Fuja do milagre
Nessa época do ano as pessoas são tentadas a aproveitar ofertas para comprar produtos como computadores e eletroeletrônicos em geral, por preços abaixo do mercado. Sempre alertamos que não existe milagre no comércio, seja ele virtual ou não. Antes de gastar seus preciosos recursos, informe-se sobre a loja que oferece a promoção. Desconfie da combinação:lojas desconhecidas com ofertas magníficas. Há muitos casos em que essas lojas são criadas apenas para aplicar golpes, principalmente na Internet. Depois da compra o consumidor percebe que ficou com o mico. Confira antes a situação das lojas nos cadastros de reclamações das entidades de defesa do consumidor. Tente ligar para o telefone indicado, e além do e-mail, verifique se a loja oferece outros meios para encontrá-la, caso ocorra algum problema. Solicite informações sobre a empresa (razão social, CNPJ, endereço e telefone). Se a referência for apenas um número de caixa postal, será mais difícil localizar o fornecedor em caso de problemas. Sempre que possível, condicione o pagamento à entrega do produto.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h12
Boa notícia
No mesmo dia em que os deputados dobraram os salários pelos menos os consumidores tiveram uma boa notícia: o Código de Defesa do Consumidor vale para juros, sim. A conclusão do Supremo Tribunal Federal foi que os juízes de primeira instância podem decidir, caso a caso, processos que questionem a taxa de juros de contratos entre bancos e clientes. Foi esclarecida a dúvida que restara desde junho, com o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (adin) dos bancos.Temos que comemorar a decisão, pois ampara quem precisa lutar na justiça contra a abusividade dos juros aplicados às dívidas. A poderosa Federação dos Bancos nega ter sido derrotada com esta decisão.
Escrito por Maria Inês Dolci às 06h38
Fé demais
A julgar pelo que disse o ministro Valdir Pires agora ateu não pode voar de avião no Brasil, já que é preciso ter fé e rezar para que os aeroportos funcionem normalmente neste final de ano. Mais que oração, o que falta é gestão para que não volte o caos. Ninguém delega responsabilidade para governo para ele pedir para o povo rezar.
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h18
Nova batalha com bancos
Os bancos insistem na tentativa de ficar fora do Código de Defesa do consumidor. Desta vez entraram com novo recurso no SupremoTribunal Federal (STF) para definir se quando os juizes de primeira instância julgarem processos com base no Código de defesa do Consumidor, poderão interferir nas taxas de juros fixadas nos contratos feitos com pessoas físicas e jurídicas. Faz seis meses que o STF definiu que o CDC se aplica na relação do consumidor com os bancos. Não chegam as taxas de juros recordes e as tarifas absurdas? E as entidades de defesa do consumidor tinham a ilusão que após quatro anos haviam ganho esta batalha. Pior para nós consumidores!
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h55
DPVAT na Lua
Continua a onda de aumentos de preços, tarifas e seguros acima da inflação. O que mostra que desindexação, de verdade, só para os salários. Agora, é o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT), que será reajustado em 11,13%, em janeiro, enquanto a inflação do período é de 3,26% pelo IPCA. Com isso, o valor passará para R$ 84,55. Já o valor das indenizações terá reajuste insignificante. Mais uma para a lista, que já tem as tarifas de ônibus, metrô e táxi, em São Paulo; escolas particulares; IPVA. Como os aumentos de preços acima da inflação vêm dos governos federal, estadual e municipal, de partidos políticos diversos, só há uma certeza: briguem pelo que brigarem, os partidos políticos costumam se unir na hora de sangrar o contribuinte.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h11
Bom senso
Predominou o bom senso. O presidente Lula vetou os dois artigos sobre penhora de imóvel e salário ao promulgar a lei que agiliza a cobrança de dívidas. Se a proposta era “pegar” grandes caloteiros deveria ser possibilitada a penhora de imóveis com valor a partir de R$ 1 milhão para saldar dívidas extrajudiciais, e não de R$ 350 mil como previa o projeto. Não se trata de proteger a inadimplência, mas a penhora de salários quebrava a tradição jurídica brasileira.
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h17
(Com)gestão de crise
Crise tem que ser combatida imediatamente. Diz muito sobre um governo que ele leve quase dois meses para agir efetivamente e criar uma câmara de gestão de crise como neste caso do caos aéreo. É demagogia barata, da pior espécie, dizer que avião é transporte de rico. Não é mais, pois algumas de suas tarifas promocionais são mais em conta do que longas viagens de ônibus. Os negócios que geram empregos e renda dependem, fundamentalmente, do transporte aéreo. Vamos ver se agora, quase dois meses depois, o governo resolve esse imbróglio.
Escrito por Maria Inês Dolci às 07h35
Como documentar o transtorno?
Agora a novidade para impedir o consumidor de se documentar sobre os atrasos dos vôos é o registro do horário errado nos cartões de embarque. Foi o que observou a própria diretora do Procon de São Paulo, hoje, ao embarcar para Brasília. Para se documentar ela comprou um lanche numa das lanchonetes do aeroporto, mas o cupom fiscal também foi emitido com horário errado. É uma piada! O passageiro tem direito às informações e ao esclarecimento sobre as reais causas dos atrasos dos vôos, para se for o caso, tomar providências judiciais, posteriormente.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h48
Como agir no caos
Para lidar com a situação caótica nos aeroportos recomendo aos passageiros primeiro se munir de muita paciência. Fique atento às chamadas para os vôos e mantenha as provas do atraso. Guarde o bilhete, que registra o horário do check-in , e também os tickets de lanches ou compra de jornais, que registrem o seu tempo de permanência no aeroporto. Se já estiver na sala de embarque ou até mesmo dentro do avião quando o vôo atrasar, redija uma carta de próprio punho, em duas vias, questionando sobre o atraso, e peça aos funcionários para receberem informando dia, hora, nome e cargo. Se eles se recusarem, use outros passageiros do vôo como testemunhas. Liste nome completo, número de identidade e endereço. Esse registro vale como prova para sua queixa junto a Anac.
Por mais de quatro horas - Se você demorou para embarcar, o Código Brasileiro de Aeronáutica assegura que você pode pedir seu embarque em vôo que ofereça serviço equivalente para o mesmo destino ou a restituição imediata do valor do bilhete. Se a escala ou a conexão atrasar mais de quatro horas, você poderá pedir a devolução do preço da passagem na hora. Todas as despesas decorrentes da interrupção ou atraso da viagem (transporte, alimentação e hospedagem), correrão por conta da companhia aérea.
Vôo cancelado - Se seu vôo foi cancelado, peça a empresa aérea uma alternativa para sua viagem ou o reembolso do valor pago.
Mantenha a calma - Caso a empresa aérea ofereça hospedagem ou locomoção, avalie a possibilidade de aceitar. A empresa saberá seu paradeiro e você poderá relaxar, estando fora do aeroporto. A indenização garantida pelo Código de defesa do Consumidor para atrasos superiores a quatro horas beneficia da mesma forma quem ficou e quem saiu do aeroporto. Assegure apenas que a empresa documente o horário em que você deixou o aeroporto.
Escrito por Maria Inês Dolci às 11h03
Descontrole aéreo
Depois de tudo que já aconteceu dá para acreditar que o novo caos nos aeroportos foi causado por panes nos equipamentos? Fica difícil. É muita coincidência os equipamentos de comunicações no Cindacta 1 e os vôos terem sido restabelecidos após reunião com o governo.Vamos esperar o resultado da sindicância. É esperar para ver se a situação se normaliza.Quem depende de aeroportos já não aguenta mais!
Escrito por Maria Inês Dolci às 05h46
Atolado em dívidas
Hoje no meu artigo na Folha de São Paulo recorri a uma fábula para criticar o projeto de lei aprovado no Senado, que permite à justiça bloquear 40% do que exceder R$ 7 mil do salário mensal de quem tem dívida na praça. Eu acredito que a Justiça poderia adotar outros mecanismos, com novas formas de renegociação de dívidas. Quem deve para banco, por exemplo, não consegue renegociar as taxas e os juros extorsivos aplicados na atualização do débito.Está prevista a sanção da lei para os próximos dias. Imóveis acima de R$ 350 mil, mesmo que sejam o único bem familiar tambem poderão ser penhorados. Aliás, o credor poderá ficar com o bem do devedor, sem levá-lo a leilão. Não se trata de defender caloteiros, nem atrasar quitação de débito, mas é preciso deixar margem para negociação.O que não pode é mais uma vez a balança pender para o lado do mais forte!
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h02
Compra consciente
Não adianta, por menos que queiramos nos seduzir pelo aspecto comercial das comemorações do final do ano, não nos livramos das compras de presentes nessa época. Já que é inevitável, temos que nos conformar e observar que, em períodos de grande apelo comercial, a concorrência entre as lojas aumenta e é possível encontrar bons preços e fazer melhores negócios. Por isso, pesquisar antes de comprar é fundamental. Pesquisar na Internet para ter noção do preço do mercado e bater pernas ainda é a melhor alternativa: vá às lojas, telefone, procure também em jornais e, sempre que possível, leve a propaganda quando se interessar por alguma oferta. Nessas datas especiais, as promoções correm soltas e a loja não poderá cobrar mais do que aquele preço anunciado. Propagandas de concorrentes também podem servir na hora de negociar preços. E lembre-se: comprar aquilo que gostaríamos de ganhar, esquecendo o gosto de quem vai receber o presente pode ser um tiro pela culatra. Seja objetivo e identifique o perfil de do presenteado. Sair em busca de um presente, sem nenhum parâmetro, em geral resulta na repetição de presentes anteriores ou, pior, na compra de inutilidades. E não deixe para a última hora quando as opções são menores e a correria maior. Ao final da compra, peça a nota fiscal com a discriminação do produto ou nota do serviço detalhadamente, pois é comum entregarem apenas o comprovante da compra pelo cartão de crédito, por exemplo. Boas compras e muita paciência!Escrito por Maria Inês Dolci às 12h55
Sinal dos tempos
Não sei se vocês já repararam, mas as estratégias promocionais dos shoppings para estimular os consumidores a gastar mais nas compras de fim de ano, raramente incluem sorteios de veículos, viagens ou outros presentes mais atrativos, como ocorria há alguns anos. Sinal dos tempos, já que o orçamento do brasileiro está cada vez mais apertado e nem com promoção tem como gastar mais.Tais prêmios foram substituídos por prosaicos bichinhos de pelúcia, bebidas, e até latas de biscoitos, em shoppings de São Paulo. Tanto para os clientes como para quem organiza as promoções, os brindes acabam gerando mais ônus que bônus, com as insatisfações que acarretam. Os prêmios tão desejados geram tumultos, filas para trocar pelos vale-brindes ou cupons e são para poucos. Isto quando não demoram a chegar.Escrito por Maria Inês Dolci às 08h59
