Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
 

Miranda

Essa semana, vi um comerciante argentino na televisão dizendo que o consumidor brasileiro em Buenos Aires é a típica família ‘miranda’, mira e anda, mira e anda, porque pesquisa e compara muito o preço antes de comprar. É um avanço e tanto sermos assim reconhecidos. Nada pior do que o consumidor impulsivo – o que não consegue resistir a um produto dos sonhos. Ou o compulsivo – que tenta compensar distúrbios emocionais por meio das compras. Consumir por impulso ou compulsão pode levar ao descontrole financeiro. O consumista é valorizado porque pratica em excesso algo que é estimulado pela publicidade, pela aparente facilidade de crédito, por promoções, por liquidações etc. Principalmente nesse período do ano, em que o orçamento começa a ser reforçado pelo 13º salário, aumentam os apelos de compra e é preciso resistir e não cair em armadilhas que comprometam o orçamento familiar.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h09

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Sem dívidas

Quem tem dívidas, por exemplo, deve pensar, primeiramente, em pagá-las, livrando-se de juros e correção. Ou, mais urgente, de multas por atraso. Como comprar mais quando já se está pendurado em um ou mais cartões de crédito? Pode ser meio frustrante, esperar o ano todo e não comprar, nem não viajar com o dinheiro extra do 13º. Mas dívidas são bolas de neve que se transformam em ruína financeira. E atenção: cuidado com o golpe, divulgado na ‘Folha Online’, de falsas empresas de cobrança, que enviam cartas a pessoas que já tiveram cheques devolvidos ou contas em atraso. Se tiver dúvida sobre alguma cobrança que chegue, coincidentemente, neste período de 13º salário, procure uma entidade de defesa do consumidor.

Escrito por Maria Inês Dolci às 11h07

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Pontualidade de vôos?

A regularidade dos vôos só deve se normalizar realmente no primeiro semestre do ano que vem, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.  Após mais um dia de atrasos nos aeroportos, ocorrido ontem, passageiros com viagens marcadas para as festas de fim de ano ficam receosos. O fluxo no tráfego aéreo parecia normalizado com o reforço nas equipes de controladores. Esperamos que não tenha sido apenas mais uma operação 'tapa-buraco' pós caos. A pontualidade dos vôos é uma incerteza. É recomendável antes de se dirigir ao aeroporto, ligar para a companhia aérea e confirmar o horário do vôo.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h11

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Sociedade em alerta

O episódio da retirada de votação do projeto de lei que regulamenta o uso da internet e tipifica o "cibercrime"  mostra a importância da sociedade civil se manter alerta  e reagir rapidamente quando  os direitos são colocados em risco. A forte reação das entidades, das empresas, do governo e de parlamentares contra o projeto  levou ao adiamento de pelo menos duas semanas na apreciação e à decisão de promover consulta pública sobre a proposta para se chegar a um consenso. O projeto, em bora hora, foi retirado da ordem do dia. Mas a ameaça continua.O projeto prevê a identificação obrigatória dos usuários de internet em ações como troca de e-mails e mensagens instantâneas, compras e trocas de arquivos. Os provedores seriam responsáveis pela identificação e pelo armazenamento dos dados. A proposta é uma invasão de privacidade, desestimula a inclusão digital e parece  inócua no combate ao crime cibernético. Temos que ter cuidado com tais ameaças à privacidade e do controle absoluto sobre o cidadão.

Escrito por Maria Inês Dolci às 08h39

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Usuários da telefonia terão voz?

As operadoras de telefonia fixa no País terão conselhos de usuários, finalmente. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)  promove até o dia 27,  consulta pública para a proposta de regulamento do Conselho de Usuários do Serviço Fixo Comutado (STFC). Um canal direto para o relacionamento entre as operadoras de telefonia fixa e representantes dos consumidores só funcionará na prática, se tiver representatividade e efetividade. Os conselhos serão consultivos e voltados para orientação, com base na análise e avaliação dos conselheiros sobre os serviços e a qualidade do atendimento das prestadoras. Por iniciativa própria, algumas das empresas até já dispõem desses conselhos, mas você consumidor percebeu?

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h04

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Quem paga o pato

Quem tem menor poder de barganha paga mais pelas tarifas bancárias. Ou seja, quem tem aplicação, ou movimenta grande volume de recursos como as empresas, tem descontos e até isenção nas tarifas, enquanto o cliente com pouco dinheiro, paga pelos demais. A conclusão é de levantamento feito pelo site Vida Econômica com os 13 principais bancos de varejo do País, que representam 80% dos ativos do setor.  Enquanto a maior elevação de tarifa para pessoa jurídica ficou em 4.661%, os clientes pessoa física tiveram casos extremos de aumentos de até 49.900%, nos últimos cinco anos.Há cobrança de 41 diferentes tarifas do cliente pessoa física, com beneplácito do Banco Central. O banco campeão de tarifas cobradas da pessoa física é justamente um banco oficial: a Caixa Econômica Federal.  Entre os que mais aumentaram o número de tarifas para pessoa física destaca-se o Bradesco com 32, sendo 13 acima da inflação pelo IPCA. Os bancos ganham cada vez mais com a cobrança de serviços inflando os lucros ano a ano.

Escrito por Maria Inês Dolci às 09h08

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Consórcio para plástica

Já imaginou pagar um consórcio para programar uma cirurgia plástica, um curso de especialização, ou a reforma de um imóvel? É o que pretende o projeto de lei 7161 deste ano, que já passou pelo Senado e está em comissão especial na Câmara para análise. Atualmente, essa modalidade de crédito só pode ser usada para aquisição de bens. Metade dos consórcios hoje é para compra de motocicleta. O problema do consórcio é que em caso de desistência o dinheiro investido só é devolvido ao final do grupo, após o último sorteio. É mais negócio fazer uma poupança.

Escrito por Maria Inês Dolci às 16h53

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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