Maria Inês Dolci - Defesa do consumidor
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Polêmica digital

Pesquisa feita pelo conselho de comércio eletrônico da Fecomercio mostra que os temas mais recorrentes na área de direito digital no Judiciário são os relacionados a fraudes virtuais, comércio eletrônico, uso indevido de imagens, calúnia, injúria e difamação e concorrência desleal - como a divulgação pela internet de dados confidenciais de empresas. Em todos eles, há divergência de decisões judiciais. Os casos envolvendo comércio eletrônico são dos mais recorrentes. Nas ações, a discussão principal é se a responsabilidade pela indenização do cliente que comprou um produto não recebeu, por exemplo, atinge também o portal que intermediou o negócio, além da empresa que vendeu.

Escrito por Maria Inês Dolci às 19h05

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Impasse bancário

O impasse na negociação salarial entre os bancos e os bancários prejudica, principalmente, a população de baixa renda que precisa descontar cheque na boca do caixa, pois, muitas vezes, sequer tem conta. Ou, quando tem, não a movimenta pela Internet. Menos mal que, nos últimos anos, as casas lotéricas passaram a aceitar o pagamento de contas. A greve nacional, prometida para esta quinta-feira, ocorre porque os bancários rejeitaram o reajuste de 2,85% proposto pelos bancos, bem inferior ao 7,05% reivindicado, tendo em vista os lucros do setor financeiro, que crescem em progressão geométrica.

Escrito por Maria Inês Dolci às 05h25

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Só isso?

Será que milhões de brasileiros têm de sofrer porque os bancos querem lucrar, ainda mais, em cima dos salários dos bancários? Não chegam as taxas de juros recordes e as tarifas absurdas? Com lucros bilionários, literalmente, os senhores banqueiros não podem oferecer mais do que a reposição da inflação e do que uma participação chinfrim nos lucros e resultados? Estranho. A propósito, o piso dos bancários é R$ 839,93 (cerca de 2,4 salários mínimos). Quem é intransigente?

Escrito por Maria Inês Dolci às 05h24

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Tristeza e cautela

Os familiares das vítimas da tragédia do Boeing 737-800 da Gol, agora, além de conviver com a tristeza das perdas, têm que tomar as providências para garantir os direitos de indenização. É hora de cautela. Além do seguro obrigatório garantido por lei, e que prevê indenização de R$ 14 mil, há um valor pago pelo seguro contratado pela companhia aérea. Nesse caso, é necessário entrar na Justiça. Uma ação coletiva facilita o trâmite judicial e é menos onerosa. Mas é preciso aguardar a apuração das causas e responsabilidades do acidente. Esperamos que seja colocada em prática a afirmação do presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, de que não deixará desamparado nenhum cliente e nenhuma família dos 149 passageiros do vôo 1907 que caiu no Mato Grosso.

Escrito por Maria Inês Dolci às 10h11

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PERFIL

Maria Inês Dolci Maria Inês Dolci, 50, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e colunista da Folha.

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