Gato por lebre de volta
Caiu a liminar da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em ação cívil pública que exigia que a publicidade dos televisores de plasma e de cristal líquido (LCD), inclusive nos locais de venda, deixasse claro que a qualidade anunciada só estaria disponível onde houvesse disponibilidade de sinal digital. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu os efeitos da liminar alegando conflito de competência, pois ação semelhante contra a LG Electronics da Amazônia e com o mesmo teor, havia sido proposta uma semana antes em São Paulo.
Os fabricantes não precisam mais avisar que há perda de qualidade da imagem, devido à geração em sistema analógico. Esse é o padrão atual no Brasil e pode causar distorção da imagem ou o chamado "burn-in", queimadura nas áreas laterais não utilizadas das telas das TVs, provocada pela sobra de espaço na transmissão, feita na proporção de 4 x 3, enquanto o digital funciona na relação de 16 x 9. A mesma mancha estaria sendo deixada pelos logotipos de canais de televisão que ficam muito tempo expostos. Ou seja, o consumidor desavisado vai continuar comprando gato por lebre.
Escrito por Maria Inês Dolci às 10h20
Haja recall
Mais uma vez os defeitos de fabricação exigem que o consumidor leve seus veículos para reparos. Começa no dia 14, o recall para os 102 mil veículos EcoSport e Fiesta, ambos da Ford, com motor 1.6 flex - fabricados no período de 16 de agosto de 2004 a 29 de abril deste ano. As concessionárias avaliarão se é preciso trocar o reservatório de gasolina de partida a frio. Foi detectado problema de fissura num recipiente instalado próximo ao motor, usado como reservatório de gasolina e acionado quando o veículo é abastecido com álcool. O defeito pode acarretar vazamento do combustível, tornando insegura a condução do carro e dificultando o acionamento do motor. O chamado da Ford é o 15º deste ano, considerando-se apenas os reparos em automóveis. Em 2005, foram registrados 31 recalls de veículos. Dá trabalho mas tem que levar o carro para inspeção, pois é a garantia de sua própria segurança, evitando-se a concretização de potenciais acidentes de consumo. Exija e guarde o comprovante do serviço efetuado.Aumentaram os problemas ou antes não se sabia deles, pois não era exigido o chamamento público para reparos?
Escrito por Maria Inês Dolci às 08h26
Discriminação absurda
A Coluna da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo de hoje, alerta para um problema grave de discriminação imposto por operadoras de planos de saúde. A Promotoria do Consumidor de SP abriu um processo contra a seguradora Sul América pela tentativa de vetar pessoas com doenças prévias. Quer obrigar a empresa a publicar anúncios convocando os recusados para receber indenização. O MP exemplifica com o caso de uma professora impedida de ingressar no plano por ser hipertensa. Pela lei 9656 dos planos de saúde, o consumidor que é portador de doença crônica tem um período de carência maior para usufruir os serviços após a contratação, mas não pode ser impedido de adquirir um seguro saúde, até porque seria um absurdo, já que 30% dos brasileiros são portadores de doenças crônicas.
Escrito por Maria Inês Dolci às 09h29
Farra das tarifas
Duas pesquisas divulgadas esta semana mostram que os bancos estão cada vez mais colocando a mão no bolso do consumidor. As taxas do sistema financeiro tiveram alta de 384% em 5 anos, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). E Pesquisa da Pro Teste, com 14 bancos, mostra disparidade entre preços de pacotes de tarifas, com diferença de até 567% para a mesma cesta de serviços. Não há limite para o aumento, e as instituições têm liberdade para fazer reajustes.Os ganhos com prestação de serviço já representam 14% do total de receitas do sistema financeiro. Representavam 9% em 2002.O crescimento é decorrente da ampliação da base de clientes e da cobrança de serviços antes sem tarifas.O banco geralmente informa o cliente com uma tabela fixada no mural da agência. Não há uma comunicação direta. As saídas do consumidor são: avaliar os serviços contratados e cortar os que não forem extremamente necessários ou, mudar de banco, caso o pacote de serviços onde é cliente esteja extorsivo.Escrito por Maria Inês Dolci às 11h10
